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Avaliação do Lexus NX: SUV compacto premium com híbrido e turbo

SUV vermelho Lexus NX 300h em movimento em estrada de estrada sinuosa cercada por pedras e árvores.

O que é o Lexus NX?

A Lexus descreve o NX como um SUV de “equipamento esportivo urbano premium”. Em termos mais claros, trata-se da primeira investida da marca num SUV compacto premium, pensado para encarar modelos como Audi Q5 e BMW X3.

Quem se lembra do conceito LF-NX - bem agressivo e cheio de arestas - vai reconhecer a proposta: aqui está a versão de produção, com preços no Reino Unido a partir de £29,495 (chegando a £42,995) e início das vendas por lá em outubro.

Lexus NX: motores, híbrido e turbo

Como se espera de um Lexus, há opção híbrida. Ainda assim, a gama prevê dois conjuntos mecânicos: o híbrido e um 2,0 litros turbo programado para 2015.

Começando pelo provável campeão de vendas: o híbrido 2,5 litros entrega 153 bhp e 155 lb ft, acelera de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e, na versão com tração dianteira, emite somente 116 g/km e faz 56,5 mpg (cerca de 20,0 km/l). Para um SUV de 1.715 kg, é um resultado bem impressionante. Só que dá para perceber o foco: o NX híbrido não foi feito para ser um carro de desempenho.

Já o turbo puxa mais para o lado “atlético”. Ele não chega a ser um SUV esportivo no estilo do Porsche Macan, mas com 235 bhp e 258 lb ft o 0 a 100 km/h cai para 7,3 segundos. O mais importante é que ele parece mais disposto, em grande parte por causa do novo câmbio automático de seis marchas. Há personalidade aqui e, quando se acelera com vontade, o motor soa bem - quase áspero. No híbrido, em contrapartida, o câmbio CVT deixa o motor “uivar” de forma barulhenta.

O ponto negativo do turbo é o consumo. Ainda não existem números oficiais, mas no nosso teste não vimos muito mais do que algo na casa dos 20 e poucos mpg. Dói.

Ainda não existe versão a diesel?

Não. A Lexus aposta que, mesmo com a imensa maioria das vendas europeias desse segmento sendo a diesel, dá para sustentar a escolha por gasolina e híbridos porque as futuras regras de emissões serão bem mais difíceis para os diesel cumprirem. É um argumento válido - porém, na Europa, por enquanto, seria difícil justificar não oferecer ao menos um SUV a diesel.

Dinâmica: como o NX se comporta ao dirigir?

Aqui aparece o ponto mais fraco do NX. A intenção da Lexus era criar um carro que fizesse curvas com toda a dinâmica de um Porsche e rodasse com todo o conforto de um Rolls. Só que o resultado final não entrega nenhuma das duas promessas.

A direção é pouco comunicativa e a suspensão é dura demais, sem devolver isso em capacidade real nas curvas. E isso acontece mesmo com a presença de amortecimento adaptativo, que a Lexus afirma oferecer o melhor meio-termo entre conforto ao rodar e maior estabilidade.

Dá para aliviar um pouco escolhendo versões bem específicas - em especial, um modelo sem pacote F Sport e com tração dianteira. Assim, você evita os amortecedores “de desempenho” do F Sport e, como o 4x2 é mais leve, ele não “bate seco” em buracos com tanta grosseria. Ainda não vira um acerto brilhante, mas fica pelo menos mais tolerável.

É como se a Lexus tivesse perdido um pouco da própria identidade: foi atrás do motorista de carro esportivo e deixou de lado aquilo que fez muito bem por 25 anos - fazer carros com rodar confortável.

Tecnologia, espaço e detalhes práticos

Há soluções tecnológicas inteligentes. Um exemplo é o carregador sem fio para smartphone no porta-luvas central, o que reduz a necessidade de ficar carregando cabos.

O espaço traseiro para pernas e cabeça também chama atenção. O NX tem dimensões semelhantes às de um Q5, mas atrás parece mais amplo, a ponto de quatro adultos viajarem com conforto. Também é possível ter bancos traseiros rebatíveis eletricamente, com acionamento pelo painel de instrumentos, pelos assentos traseiros ou pelo porta-malas.

Nada disso muda o jogo sozinho, mas ajuda a criar um pequeno diferencial frente aos rivais.

No fim, isso não é suficiente. Vale o velho clichê da Lexus: se a ideia é ser diferente e não seguir o caminho alemão tradicional, o NX ao menos se coloca como uma alternativa.

Só que para por aí. Na busca por essa nova “dinâmica ao dirigir”, a marca parece ter esquecido o que tornava alguns Lexus excelentes no passado - aquele rodar macio e refinado, capaz de levar você por 600 milhas (cerca de 966 km) e fazer com que você chegasse sem sentir o desgaste. O NX não faz isso, mas também não dirige como um SUV esportivo. Ou seja, fica comprometido dos dois lados.

O visual é interessante e o acabamento interno é bom, porém não existe um motivo definitivo para escolhê-lo em vez dos principais concorrentes. Aparência radical, carro mediano.

5/10

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