Pular para o conteúdo

MX-5 vs Lotus Elise S vs BMW Z4: quem leva a melhor?

Carro esportivo azul Lotus Elise S em movimento em estrada cercada por árvores e vegetação.

O dilema de montar um comparativo

O roteiro normal de um teste em grupo é simples: pegar o seu carro novo e colocá-lo frente a frente com os dois rivais mais óbvios. Em geral, isso é fácil, já que o mercado vive cheio de produtos quase iguais, de marcas que parecem copiar umas às outras.

Só que, quando o novo MX-5 chegou, a gente ficou sem chão. Roadsters baratos de dois lugares costumavam estar por toda parte: Toyota MR2, MGF e, num dia mais magro, até o Fiat Barchetta. E, entre os melhores, estava o Lotus Elise de entrada. Mas, no fim de 2005, todos eles tinham simplesmente desaparecido.

Por que os roadsters baratos sumiram

Na prática, o sumiço do Lotus - e também o fim do sofrível MGF - tem a mesma raiz: a queda da Rover. Com ela, foi embora o motor K-Series, usado pelos dois, um conjunto barato e com um potencial de preparação praticamente infinito, que manteve muitos esportivos de baixa escala vivos por aí.

Lotus Elise S: o motor Toyota "122" no lugar do "222"

As versões mais caras do Elise usam o que os mais nerds chamam de "222": um 1,8 Toyota complexo, ainda mais receptivo a preparações, mas igualmente caro. Já este Elise S, o mais novo produto de entrada da Lotus, não recorre a uma versão “amansada” do "222". No lugar, ele traz um 1,8 Toyota totalmente novo, mais barato e bem menos “preparável”, chamado - prepare-se - de "122".

O Elise S vai custar £23,995, exatamente £4,000 a menos do que o "R". A conta vem com menos 55bhp, o que leva o 0–96 km/h (0–60mph) a 5.8 seconds em vez de 5.2, e reduz a velocidade máxima para 204 km/h (127mph), abaixo dos 241 km/h (150mph).

Na estrada: mesma base, outra entrega

À primeira vista, parece um sacrifício pequeno. E, em muitos aspectos, é mesmo. O "S" mantém exatamente a mesma base do "R" e a mesma lista de equipamentos de série. Ou seja: você continua com um carro bem cru e focado, com respostas levíssimas no volante e no chassi.

O engate de marchas segue direto e gostoso de usar, e a reação a qualquer comando continua imediata - comportamento típico de um carro que pesa 860kg.

Só que a entrega de potência atinge picos e vales bem mais cedo, o que deixa o câmbio manual de cinco marchas trabalhando o tempo todo. Na estrada certa, o resultado ainda é incrivelmente recompensador, mas a falta de “empurrão” acaba aparecendo e atrapalhando a experiência.

MX-5, Elise S e BMW Z4: alternativa de motorista ou carro do dia a dia?

Então, dá para chamar este carro de alternativa de motorista ao MX-5? Só se você for do tipo que não liga para concessões. O Elise é brilhante, mas continua sendo, como sempre foi, um segundo - ou até terceiro - carro.

O que derrubou o nosso MX-5 para o segundo lugar no teste em grupo, e também complicaria a vida do Elise S, é o BMW Z4 de dois litros. Ele é divertido ao volante, mesmo sem chegar à precisão e ao tato cirúrgico do Lotus. A diferença está em como ele é muito mais fácil de ter e usar.

O Elise ainda exige contorcionismo para sair do cockpit, tem um teto que é um pesadelo e um porta-objetos com espaço para uma tanga. Some a isso a falta de requinte - que faz parte do “pacote Lotus”, claro - e você tem algo pesado demais para a maioria. O Z4, confortável e acolhedor, custa pouco mais de mil a menos. E isso é um carro. O Elise segue sendo um brinquedo muito, muito bom.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário