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PCPR ganha primeiro comandante de aeronave de asa fixa no GOA com o Beechcraft Baron B58

Policial civil em uniforme com mapa na mão posa em frente a avião branco em aeroporto durante o dia.

Comandante de aeronave de asa fixa reforça o GOA da PCPR

Na última semana, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) passou a ter, pela primeira vez, um comandante de aeronave de asa fixa atuando no Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Com a qualificação do policial civil Jaime Pacífico Urdiales, a instituição ganha condições de ampliar o emprego do avião bimotor Beechcraft Baron B58 nas atividades operacionais.

Para o delegado-chefe do GOA, Renato Coelho, contar com um comandante na própria equipe torna as missões mais rápidas quando dependem do avião. “Anteriormente, os voos desta aeronave aconteciam por meio de cooperação técnica com outras instituições e dependiam da disponibilidade desses pilotos. Agora, teremos total independência para as missões.”

Capacidades do Beechcraft Baron B58 e usos previstos pela Polícia Civil

Entre os diferenciais do único avião de asa fixa da frota da PCPR está a possibilidade de operar tanto de dia quanto à noite. Isso é possível porque a aeronave é homologada para voo por instrumentos, sem depender exclusivamente de visibilidade total do ambiente externo.

Outro ponto destacado é a maior autonomia para deslocamentos. Com o Beechcraft, os policiais conseguem chegar a locais mais distantes do estado em cerca de duas horas.

O avião foi incorporado à frota da PCPR em 2022, após ser obtido por meio de perdimento judicial decorrente de uma ação policial de enfrentamento ao tráfico de drogas. Desde então, passou por revisões nos motores e por atualização dos instrumentos de navegação, incluindo radar meteorológico e sistema de GPS, o que aumenta a segurança e a precisão durante a operação.

Com um comandante integrado ao time da Polícia Civil, a expectativa é que o Beechcraft passe a voar de forma contínua. A proposta é utilizá-lo para o deslocamento de policiais em situações que exijam rapidez, além de apoiar o transporte de materiais apreendidos, de presos e também prestar suporte a outras instituições estaduais. A configuração permite até dois pilotos e quatro passageiros.

Formação do comandante e quadro de copilotos do GOA

Para alcançar a função de comandante, o agente de polícia judiciária e operador aerotático Urdiales realizou formação em Santa Catarina e completou as 600 horas de voo exigidas para a categoria. Ele integra o GOA desde a criação do grupamento, em 2016, e, em 2022, assumiu como co-piloto do bimotor.

Além dele, a policial Daiane Zanon atua como co-piloto da mesma aeronave e está em treinamento para também ser elevada a comandante.

Estrutura do GOA da PCPR, missões e frota aérea

O GOA da PCPR, que completa 10 anos em 2026, executa voos de policiamento voltados à repressão qualificada e participa de operações em todo o estado. Além das iniciativas próprias, o grupamento dá suporte a ações de outras forças de segurança e realiza transporte de órgãos em parceria com a Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar.

Além do Beechcraft, o GOA opera quatro helicópteros, dos modelos R44, Bell 407 e Eurocopter, conduzidos por cinco comandantes e cinco copilotos.

A aquisição mais recente da unidade foi um helicóptero entregue pelo Governo do Estado em setembro de 2025. A aeronave é resultado de uma apreensão do crime

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