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Ford acelera reestruturação na Europa rumo a 100% elétrica em 2030

Carro elétrico azul Ford E-Ford2030 exposto em estande com fundo de cidade e turbinas eólicas.

A virada profunda que a indústria automotiva europeia vive - em direção a uma mobilidade 100% elétrica - está forçando uma mudança estrutural dentro da Ford.

Reestruturação da Ford na Europa até 2030

A montadora norte-americana já colocou em andamento um plano para reorganizar suas operações no continente, impulsionado principalmente pela meta de operar como marca 100% elétrica em 2030.

Esse movimento, de acordo com a Automotive News Europe, pode levar à eliminação de pelo menos 3200 vagas na Alemanha, sendo 2500 delas ligadas à área de desenvolvimento de produto. O centro técnico de Merkenich deve ser impactado com a redução de 65% do seu quadro de funcionários.

Cortes previstos na Alemanha, Reino Unido e Bélgica

A reestruturação não deve atingir apenas as equipes técnicas. Na sede em Colônia, há 700 postos administrativos que podem ser encerrados, e ainda existe a possibilidade de mais algumas centenas de cortes nas operações locais da Ford no Reino Unido e na Bélgica.

Decisão e negociações com o sindicato IG Metall

Segundo a mesma publicação, a definição final por parte da Ford deve ocorrer na metade do próximo mês de fevereiro. Até lá, estão previstas negociações entre a empresa e o sindicato IG Metall - o maior sindicato industrial da Europa e uma das entidades mais influentes na indústria automotiva alemã.

Mais elétricos, mas só SUVs e crossovers

Os motivos apontados para essa reorganização profunda - que implica deslocar competências da Ford Europa para os EUA - se apoiam em dois pilares.

Primeiro, a transição já mencionada para a mobilidade elétrica. Segundo, a busca por aumentar a rentabilidade dos modelos. Isso reforça o fim, já anunciado, de carros como Fiesta e Focus.

A produção do Ford Fiesta deve ser encerrada no próximo verão e, em 2025, será a vez do Ford Focus ter sua fabricação finalizada em Saarlouis (Alemanha). Nenhum dos dois terá substituto.

Com isso, o modelo de entrada da marca passa a ser o crossover Puma, que receberá em 2024 uma configuração 100% elétrica.

Na planta de Colônia (Alemanha) - onde o Fiesta ainda é montado - a Ford pretende investir cerca de 2 bilhões de euros para converter a fábrica e produzir, no mínimo, dois modelos elétricos.

Esse novo par de SUV/crossovers 100% elétricos - posicionado entre o Puma e o Mustang Mach-E - nasce do acordo fechado entre a Ford e o Grupo Volkswagen em 2019, o que explica a adoção da plataforma MEB do grupo alemão, a mesma utilizada na família ID. da Volkswagen. A fabricação do primeiro modelo começa já em outubro, enquanto o segundo tem início de produção previsto para 2024.

Os dois veículos integram uma ofensiva de sete modelos 100% elétricos - incluindo carros de passeio e veículos de carga - que a Ford pretende lançar nos próximos anos, redesenhando de forma significativa seu portfólio.

Assim como já ocorreu na América do Norte, a gama europeia deve ser formada principalmente por SUVs e crossovers - as categorias de maior rentabilidade - com exceção do Mustang, que ganhou recentemente uma nova geração.

Fonte: Automotive News Europe


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