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Durante as manobras marítimas da Operação “Atalanta”, a fragata “Canarias” (F-86), da Armada Espanhola, conduziu um exercício PASSEX (Exercício de Passagem) com o destróier japonês “Yuudachi”. A Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR) reúne capacidades navais dos países membros com o objetivo de combater a pirataria e outras atividades ilegais na região do Chifre da África.
Operação “Atalanta” e a EUNAVFOR no Chifre da África
A Operação “Atalanta”, conduzida pela EUNAVFOR, foi criada em 2008 com base na Resolução 1816 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada como resposta à crise de pirataria na costa da Somália. Com isso, a União Europeia (UE) colocou em prática sua primeira operação de coordenação militar no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD), voltada a garantir a segurança marítima no Chifre da África e no oeste do Oceano Índico.
A zona de operações da EUNAVFOR cobre cerca de 8.700.000 quilômetros quadrados, incluindo o Golfo de Áden e áreas adjacentes, o Mar Vermelho, a Bacia Somali - somada à faixa costeira do país, às águas territoriais e às águas interiores -, além do Golfo de Suez, do Golfo de Ácaba e de grande parte do oeste do Índico.
Em dezembro de 2024, a operação foi estendida até fevereiro de 2027, com foco na proteção do tráfego marítimo mercante e humanitário, na dissuasão da pirataria, do narcotráfico e de outras atividades ilegais, além do monitoramento de atividades pesqueiras.
Contribuição da Espanha e histórico da fragata “Canarias” (F-86)
Entre as contribuições dos países da UE, a Espanha participa da Operação “Atalanta” com um total de 350 militares e diversos meios aeronaval, incluindo o comando da EUNAVFOR a partir do Quartel-General da UE em Rota, função que exerce desde 2019. A fragata “Canarias” (F-86) cumpre sua sexta participação em “Atalanta”, após substituir a “Victoria” (F-82) no último dia 20 de fevereiro.
Ao longo de sua carreira operacional, a fragata “Canarias” integrou grupos navais de operações da Aliança do Atlântico Norte, como a OTAN STANAVFORMED nos anos de 1996, 1998 e 2000, e a SNMG-2 em 2005. Também cumpriu missões sob a bandeira da União Europeia, como a Operação “Sophia” no Mediterrâneo em 2016 e 2017.
Meios empregados e organização do contingente espanhol
A EUNAVFOR combina capacidades aeromarítimas dos países membros, incorporando navios de combate de superfície, aeronaves de reconhecimento e patrulha marítima, helicópteros, sistemas aéreos não tripulados (UAVs) e destacamentos de pessoal militar. No caso espanhol, o efetivo desdobrado é organizado em torno do Destacamento Aéreo Tático “Orión” e de militares da Unidade de Apoio Logístico da operação em Djibuti, além do Quartel-General em Rota, equipes de operações especiais, fragatas, helicópteros e Oficiais de Ligação na Somália, no Bahrein, na Bélgica e nas Ilhas Seychelles.
Cooperação internacional e o PASSEX com o destróier japonês “Yuudachi”
A atuação na Operação “Atalanta” vai além do marco da UE e inclui coordenação com formações multinacionais e independentes de forças armadas de outros países presentes na região, como Japão, Rússia, China, Índia e Coreia do Sul. Dentro desse cenário, o exercício PASSEX entre as embarcações espanhola e japonesa se soma ao histórico de relações militares bilaterais voltadas ao reforço da segurança marítima regional.
Como referência relevante desse relacionamento, a Ala Aérea de Ação contra a Pirataria da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF) realizou um exercício com o Exército do Ar espanhol no Golfo de Áden em novembro de 2022, atividade inserida na agenda de ações da Operação Atalanta.
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