Pular para o conteúdo

IATA expande o CASS e o IATA FlexiPay na América Latina, com foco em México, Brasil e Paraguai

Homem em aeroporto trabalhando em laptop com mapa de rotas aéreas da América do Sul na tela.

Expansão do CASS e do IATA FlexiPay na América Latina

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) vem ampliando sua presença na América Latina, com foco especial em soluções de liquidação financeira para a carga, como o Cargo Accounts Settlement Systems (CASS).

Na última década - considerando os 10 anos até abril de 2026 - o transporte de carga aérea operado por companhias da região avançou, em média, 3,3% ao ano, resultando em um crescimento acumulado de 38,8% no período.

México: CASS doméstico e conectividade em alta

No México, o CASS passou a operar no mercado doméstico em abril de 2026, apoiando-se na experiência já estabelecida desde o início das operações voltadas à exportação, em 1987.

Além disso, o México será o segundo país, depois dos Estados Unidos, a adotar o IATA FlexiPay - um sistema que viabiliza faturamento em tempo real, pré-pagamentos com segurança e condições mais flexíveis entre companhias aéreas, agentes de carga e despachantes.

Em 2025, o México movimentou mais de 125 mil toneladas de carga aérea doméstica, volume equivalente a 15,8% do total transportado no país. Já no primeiro trimestre de 2026, a conectividade interna ganhou força, com rotas que aceleraram o crescimento, como:

  • Monterrey–Cidade do México (+50,9% ano a ano)
  • Tijuana–Guadalajara (+36,0%)
  • Cidade do México–Hermosillo (+17,0%)

Paraguai e Brasil: cronograma do CASS e panorama do mercado

No Paraguai, a implementação do CASS para exportações está programada para o último trimestre de 2026. A expectativa é de ampla adesão do setor, impulsionada pela expansão significativa do volume transportado. Embora seja um mercado menor dentro da América Latina, o país registrou alta de 225,3% no transporte aéreo de carga em 2025, somando mais de 42 mil toneladas.

No Brasil, a IATA pretende iniciar o lançamento do CASS doméstico a partir do começo de 2027, como complemento às operações já maduras do CASS voltadas à exportação, em funcionamento há mais de 20 anos.

Em 2025, as companhias aéreas que operam no Brasil transportaram mais de 791 mil toneladas de carga aérea, sendo 7,9% desse montante referente ao tráfego doméstico. No mesmo ano, o modal aéreo respondeu por 5,9% do valor das exportações brasileiras, embora esses itens - de alto valor e baixa densidade - representem apenas 0,3% do peso total exportado.

Juan Antonio Rodríguez, diretor executivo da IATA para Serviços Financeiros, BSP & CASS, destacou: “A IATA apoia há décadas as companhias aéreas da América Latina com sistemas de pagamento e liquidação simplificados. A indústria de carga reconhece o valor do CASS e deposita sua confiança na IATA para fomentar o crescimento dos mercados domésticos no Brasil e México, além do emergente mercado de exportação no Paraguai.”

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário