Portugal segue como um dos principais polos europeus quando o assunto é produção automotiva, com mais de 320 mil carros fabricados por ano. Desse total, 97,4% vai para exportação, ajudando a compor um valor próximo de 4% do PIB.
E, justamente no Dia da Produção Nacional (26 de abril), vale relembrar quais são os modelos que, hoje, saem das linhas de montagem em território português.
Volkswagen T-Roc
Após o fim da fabricação do Volkswagen Sharan - um nome historicamente ligado à unidade de Palmela -, a equipe da Autoeuropa passou a concentrar esforços no T-Roc. Ele é, atualmente, o veículo mais produzido no país: no ano passado, ultrapassou as 230 mil unidades.
Já no começo deste ano, a produção do Volkswagen T-Roc atingiu a marca de um milhão de unidades, representada por um T-Roc R cujo destino foi a Austrália. O único Volkswagen T-Roc que não é feito em Portugal é o T-Roc Cabrio, produzido na Alemanha.
Citroën Berlingo, Fiat Doblò, Opel Combo e Peugeot Partner
No segmento de veículos comerciais leves, quem ganha destaque é a fábrica da Stellantis em Mangualde. Ali, saem modelos de quatro marcas - embora, na prática, sejam essencialmente o mesmo produto.
A produção contempla tanto as configurações de carga quanto as versões “civis”, voltadas ao transporte de passageiros. Em outras palavras, são fabricados os Citroën Berlingo/Berlingo Van, Fiat Doblò/Doblò Combi, Opel Combo/Combo Life e Peugeot Partner/Rifter.
Em 2025, a unidade passará a montar também os Citroën ë-Berlingo, o Peugeot e-Partner, o Opel Combo-e e o Fiat e-Doblò - isto é, as variantes 100% elétricas desses modelos.
Toyota Land Cruiser
À primeira vista, parece um clássico de muitos anos, mas não é bem assim. Esta configuração do Toyota Land Cruiser, a série 70, é a única que é produzida de origem na fábrica da Salvador Caetano, em Ovar.
Infelizmente, ela não é vendida no mercado português por se tratar de um projeto antigo, incompatível com as exigências atuais de homologação europeia. Veículos com essa proposta simples, porém “raiz”, não encontram espaço no “velho continente”. Por isso, a produção segue para exportação - com destinos como a África do Sul, por exemplo.
Este Toyota Land Cruiser traz um motor V8 Turbo Diesel de 4,5 l e 205 cv. O torque máximo é de 430 Nm, disponível a partir das 1200 rpm, e ele trabalha com um câmbio manual de cinco marchas.
Mitsubishi Fuso Canter
Não chega a ser um carro de passeio, mas merece entrar na lista. Afinal, também pesa nos números da produção nacional e é montado nas instalações de Tramagal, em Abrantes.
A Fuso Canter é um modelo pensado 100% para o trabalho. Ela entrega múltiplas configurações para os clientes - quatro cabines, cinco alternativas de peso bruto e três níveis de potência -, somando mais de 70 versões disponíveis.
Primeiro trimestre em alta
Neste ano, a fabricação nacional vive um período de forte retomada. Segundo dados da ACAP, no primeiro trimestre de 2023 foram produzidos 91 262 veículos automóveis em Portugal. Esse volume representa um aumento de 29,6% em relação ao primeiro trimestre de 2022.
Com isso, os números totais dos fabricantes instalados no país já ficam muito próximos dos registrados no último ano antes da pandemia, em 2019, quando no mesmo período foram montados 94 471 veículos automóveis. E, ao observar a série dos últimos 10 anos, 2023 já aparece como o segundo melhor ano em produção no primeiro trimestre.
Futuro da indústria automóvel em Portugal
Tanto os volumes de veículos produzidos em Portugal quanto o setor automotivo, de forma geral, estão longe de perder ritmo. Isso porque há várias novidades no radar.
Na unidade da Stellantis em Mangualde, como citado, começa a produção das versões elétricas dos seus quatro modelos. Além disso, Portugal também está na “disputa” para receber a nova fábrica de baterias do mesmo grupo.
Existe ainda a possibilidade de o país acolher outra fábrica de baterias, desta vez da China Aviation Lithium Battery Technology (CALB), embora ainda não haja nada definido.
E, em Sines, está em construção o novo complexo da Repsol, que inclui duas novas fábricas de polímeros e foi anunciado como “o maior investimento industrial feito em Portugal nos últimos 10 anos”.
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