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MG levará baterias de estado semissólido SolidCore aos híbridos plug-in em 2027

Carro esportivo elétrico branco modelo Solocore em exposição interna moderna com luzes de LED.

Depois de colocar em estreia as baterias de estado semissólido em um modelo 100% elétrico, a MG já trabalha para expandir essa tecnologia aos seus híbridos plug-in a partir de 2027.

Embora o MG4 Urban tenha sido o escolhido para apresentar essa solução dentro da linha da marca, é nos próximos híbridos plug-in que ela deve ganhar mais protagonismo.

Cronograma da MG e modelos que devem receber a SolidCore

O primeiro carro a adotar a nova bateria deve ser a próxima geração do MG ZS. Em seguida, a tecnologia deve chegar ao MG HS e ao MG S9. A meta da MG é direta: fazer das baterias de estado semissólido a alternativa dominante em sua gama.

Quais as vantagens da bateria de estado semissólido?

Criada em parceria pela SAIC e pela QingTao Energy Development, a nova bateria de estado semissólido - chamada SolidCore - continua sendo, na prática, uma bateria de íons de lítio.

Ela funciona como uma solução intermediária entre as baterias de íons de lítio já usadas na maioria dos elétricos do mercado - LFP (fosfato de ferro-lítio) ou NMC (níquel, manganês e cobalto) - e as futuras baterias de estado sólido, que prometem densidades energéticas bem mais altas.

Eletrólito semissólido: o que muda versus LFP/NMC e estado sólido

A principal mudança está no eletrólito, isto é, o meio que transporta os íons de lítio entre o ânodo (eletrodo negativo) e o cátodo (eletrodo positivo) durante as cargas e descargas, permitindo a geração de corrente elétrica. Nas baterias LFP/NMC, o eletrólito é líquido; nas de estado sólido, ele é… sólido. Já nas semissólidas, os dois formatos convivem.

No caso da SolidCore, o eletrólito traz partículas sólidas suspensas em um condutor líquido. Aqui, a parcela de eletrólito líquido foi reduzida para cerca de 5% (contra os habituais 20% das baterias de íons de lítio convencionais). Os outros 95% são eletrólitos sólidos.

Entre os principais benefícios citados estão a segurança superior verificada em testes - com aprovação em ensaios de perfuração em três direções - e um desempenho melhor em baixas temperaturas quando comparado às químicas LFP/NMC. Com o pré-condicionamento, a bateria consegue manter até 75% da autonomia mesmo em temperaturas negativas.

O que muda nos híbridos plug-in?

A adoção dessa tecnologia deve elevar o desempenho do lado elétrico dos híbridos plug-in sem mudar o conceito do conjunto de propulsão. De acordo com a MG, as baterias de estado semissólido entregam operação mais estável em diferentes cenários de uso, sobretudo em regiões frias, nas quais as baterias tradicionais costumam perder eficiência.

A marca também diz que a entrega de potência tende a ser mais constante, o que pode resultar em respostas melhores em acelerações, em ultrapassagens ou em trechos com maior inclinação. Outro ponto mencionado é a possibilidade de empregar motores a gasolina de menor cilindrada, já que essa bateria permitiria uma participação mais importante da propulsão elétrica.

“Plug-in Hybrid +” e “Hybrid+”: motores, câmbio e estreia

Esses próximos modelos devem receber a denominação “Plug-in Hybrid +” e, ao que tudo indica, terão duas opções: um motor 1,1 litros com 83 cv para veículos menores, ou um motor 1,5 litros com 163 cv para modelos maiores.

Além disso, a MG deve lançar uma nova motorização híbrida - chamada Hybrid+ -, que, segundo Fei Jibing, engenheiro-chefe da MG, será estreada no MG3 e no MG ZS ainda este ano. Esse conjunto vai inaugurar uma nova transmissão e uma bateria de maior capacidade.

Segundo a marca, esses novos sistemas de propulsão também serão mais silenciosos e devem oferecer uma condução mais próxima da experiência de um carro elétrico, sem abrir mão da autonomia proporcionada pelo motor a combustão.

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