Esta configuração eHybrid deixa o Volkswagen Golf ainda mais versátil ao adicionar uma opção híbrida plug-in, posicionada abaixo da variante GTE, que é a mais potente (e de pegada mais esportiva).
O GTE (245 cv) concentra os holofotes, mas o Golf eHybrid (204 cv) custa cerca de 4500 euros a menos - 40 055 euros no eHybrid contra 44 610 euros no GTE - e ainda anuncia 72 km de alcance em modo 100% elétrico, à frente dos 64 km prometidos pelo GTE.
A questão é simples: isso basta para tornar o eHybrid o Golf híbrido plug-in mais indicado? As próximas linhas trazem essa resposta.
Potência mais do que suficiente
No Volkswagen Golf eHybrid, o conjunto híbrido plug-in combina um motor a gasolina 1,4 litro turbo de quatro cilindros com 150 cv e uma unidade elétrica de 80 kW (109 cv).
Somados, os dois sistemas chegam a 204 cv e 350 Nm. Em relação ao Golf GTE, há uma diferença de 41 cv, explicada também pelo elétrico um pouco mais forte do irmão: 85 kW (116 cv).
Animado e preciso
Mesmo assim, o Golf eHybrid declara 7,4s no sprint de 0 a 100 km/h e velocidade máxima de 200 km/h. Na prática, são marcas mais do que suficientes para ele se mostrar sempre pronto: tanto no uso urbano, para «furar» o trânsito, quanto fora da cidade quando se adota uma condução mais animada.
Sem mal-entendidos: o Golf eHybrid quase não tem (ou talvez nem tenha) pretensões esportivas. Ainda assim, ao volante ele passa uma sensação bem agradável e chega a ser divertido.
Com bateria disponível e os dois motores trabalhando juntos, este Golf entrega um «poder de disparo» convincente e responde com vigor desde baixas rotações. Ponto positivo também para o câmbio DSG de seis marchas, que não demonstra indecisões e faz exatamente o que se espera.
Para completar o conjunto, vale mencionar o bom ajuste do pedal do acelerador, a direção bastante precisa e o comportamento correto (sempre equilibrado) do chassi, fatores que mantêm a dinâmica do Golf constantemente bem acertada.
Capaz de bons consumos
As duas versões híbridas plug-in do Golf compartilham a bateria de íons de lítio de 13 kWh, que dá ao Golf eHybrid condições de rodar por mais de 70 km em modo totalmente elétrico.
Esse é o número divulgado pela marca de Wolfsburgo, embora, durante este teste, eu não tenha conseguido chegar a essa marca. Ainda assim, uma coisa fica clara: percorrer 50 km «livres de emissões» entre recargas é um objetivo facilmente atingível.
Quanto ao consumo médio, enquanto havia energia na bateria e o sistema fazia a gestão automática, os valores ficaram ligeiramente acima de 2,5 l/100 km.
Já quando deixei de contar com a parte elétrica - seja por falta de carga, seja por eu ter ativado a opção de guardar energia para usar depois - o Golf eHybrid registrou médias um pouco abaixo de 7 l/100 km.
Simples e eficaz
Embora nunca pareça muito «guloso», é recarregando o Golf eHybrid com frequência que ele realmente faz mais sentido e, naturalmente, permite explorar melhor a economia de combustível.
E o uso é direto ao ponto. Ele sempre sai em modo elétrico e muda sozinho para o modo híbrido quando a carga cai abaixo de um determinado patamar ou quando o acelerador é pressionado com mais vontade.
Com a bateria vazia, é útil saber que uma recarga em uma wallbox de 3,6 kW leva aproximadamente quatro horas para completar; já em uma tomada de 2,3 kW, o tempo sobe para perto de seis horas.
É o carro certo para você?
O Volkswagen Golf eHybrid segue uma lógica de uso muito parecida com a do GTE, só que por cerca de 4500 euros a menos.
É verdade que ele não entrega a mesma potência e não tem o mesmo foco em dinâmica, mas aparece como a alternativa híbrida plug-in mais racional dentro da linha do compacto alemão.
Ele é equilibrado e gostoso de guiar, mantendo boa dose de disposição e agilidade. E faz isso enquanto oferece consumos baixos e uma administração eficiente de todo o sistema híbrido.
Mas, como acontece com qualquer híbrido plug-in, ele só vira uma vantagem real quando é carregado com regularidade. Nessas condições, vira uma «arma» muito interessante para a rotina semanal, permitindo rodar (com tranquilidade) por pelo menos 50 km sem gastar uma única gota de combustível.
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