O Mercedes GLB volta ao mercado de cara nova, ganha uma versão elétrica bem agressiva e, de quebra, dá adeus ao diesel. É muita coisa ao mesmo tempo - e provavelmente é o mínimo necessário para tentar se destacar em um segmento de SUVs que já está completamente lotado.
O problema é que esse novo Mercedes GLB chega justamente num campo minado: a disputa entre SUVs é brutal. Para enfrentar isso, a marca alemã aposta numa plataforma multi-energias, e o antigo EQB elétrico deixa de existir como modelo separado. Agora, o GLB passa a reunir tanto opções híbridas quanto elétricas. Já o diesel, acabou. Faz falta? Difícil dizer. O pacote de equipamentos está atualizado, mas a distância entre o híbrido e o elétrico ainda parece pouco clara. Voltamos a isso no fim…
Um interior XXL: o trunfo secreto dos 7 lugares para conquistar famílias
Mesmo não sendo o mais barato do grupo, o Mercedes GLB mantém um diferencial valioso entre os SUVs familiares: sete lugares. Cobrado a 1 a0350 a0€, esse opcional - que é justamente o “tempero” do modelo - aumenta muito a versatilidade. Claro que a terceira fileira não é enorme, mas dá conta de deslocamentos curtos. E quando não é necessária, some rapidamente no assoalho, devolvendo a configuração de cinco lugares.
Nessa forma, o porta-malas passa a oferecer 540 litros, um número dentro da média do segmento. Quem quiser mais capacidade deve olhar para a versão elétrica, que ainda leva vantagem por incluir um porta-malas dianteiro de 127 litros. Em qualquer uma das duas, o espaço a bordo é bom. A carroceria mais quadrada pode não ser a mais atraente, mas é claramente uma escolha prática. Para completar, o banco traseiro da segunda fileira é deslizante, permitindo priorizar espaço para as pernas ou volume de bagagem.
MBUX Superscreen: o painel futurista que chama atenção
Inspirado diretamente no da CLA, o painel do GLB assume uma proposta extremamente digital. O Superscreen, disponível como opcional, forma um conjunto de três telas com instrumentação digital de 10,25 polegadas, uma central de 14 polegadas e outra de 14 polegadas para o passageiro. O efeito é bem impactante - ainda que não seja exatamente o ápice da elegância. Pelo menos o sistema MBUX é competente.
Além de ser fácil de usar, o conjunto traz muitos atalhos que ajudam a deixar a ergonomia mais intuitiva. A navegação com realidade aumentada também entra como ponto positivo, e o reconhecimento facial facilita o acesso ao perfil do usuário. O assistente de voz MBUX apoia os ocupantes no dia a dia, assim como a integração com smartphone. E as atualizações remotas ajudam a manter tudo evoluindo com o tempo.
Grade iluminada com 94 estrelas: o show fica para a versão elétrica
Aqui, o carro não tenta disfarçar: o Mercedes GLB assume o visual de SUV com uma silhueta bem reta. Mesmo com um capô com dois vincos destacados, ele permanece plano; o teto segue a mesma lógica, e o para-brisa é bem vertical. Na versão elétrica, a grade pode receber 94 estrelas iluminadas, enquanto os faróis matriciais de LED com assinatura estrelada estão disponíveis em todas as motorizações.
De lado, aparecem rodas que podem chegar a 20 polegadas. Vale observar que as versões elétricas trazem maçanetas embutidas, algo que não se aplica aos modelos híbridos - uma diferença discreta. Na traseira, a tampa do porta-malas integra uma barra luminosa em formato de U invertido, mais original, acompanhada por dois pares de estrelas. Um difusor fecha o conjunto, com foco em aerodinâmica.
Mais caro no híbrido do que no elétrico: a estratégia particular da Mercedes
É uma situação incomum: o GLB sai mais caro com motorização híbrida do que na configuração elétrica. E nem estamos falando de híbrido plug-in, mas de um sistema híbrido simples, capaz de rodar pequenas distâncias em modo elétrico. Com preço de entrada em 51 a0400 a0€ para 163 a0cv, está longe de ser uma pechincha. Já o elétrico começa em 46 a0950 a0€, o que torna a diferença ainda mais estranha. A explicação está no fato de o elétrico reservar uma versão Limited Edition com relação preço/equipamentos mais favorável, e a expectativa é que isso dure pelo menos um ano.
Na comparação com rivais, como não há equivalentes diretos na BMW e na Audi, a referência acaba sendo os generalistas. O Peugeot 5008 parte de 42 a0200 a0€, o Renault Espace de 46 a0500 a0€ e o Volkswagen Tayron de 52 a0300 a0€. O GLB não necessariamente entrega mais espaço, nem mais equipamentos, nem motorizações superiores. O diferencial decisivo, muitas vezes, está mesmo na grade: o emblema Mercedes pode bastar por si só, independentemente do restante. Mas é um preço alto a pagar…
E você: estaria disposto a gastar mais de 51 a0000 a0€ neste Mercedes GLB, ou preferiria partir para a concorrência francesa representada por Peugeot e Renault? Queremos ler sua opinião nos comentários!
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