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Avaliação do Vauxhall Insignia GSI

Carro branco moderno em estrada molhada com árvores e campo ao fundo em dia nublado.

O que é o Vauxhall Insignia GSI?

Não, não é um Vectra - apesar de alguém ter feito esse comentário distraído ao ver o carro de teste do Top Gear. A Vauxhall já não fabrica o Vectra há bastante tempo.

O modelo em questão é o Vauxhall Insignia GSI. Essas três letras servem, ao mesmo tempo, para: a) identificar a versão mais rápida; e b) puxar pela nostalgia de quem foi fã dos antigos Carlton, Cavalier e Astra GSI. A gente sabe que vocês existem.

VXR acabou? Onde o GSI entra nisso

Se você achava que os Vauxhall mais apimentados eram sempre VXR, isso mudou. A marca VXR “morreu” - pelo menos por enquanto - até voltar sob uma proposta totalmente diferente (leia-se: ELÉTRICA). E, nesse cenário, o GSI passou a ser o mais rápido da gama.

Só que ele não é tão rápido assim.

Motor e desempenho do Vauxhall Insignia GSI

Por baixo das linhas elegantes do Insignia há um motor a gasolina turbo de 2,0 litros, quatro cilindros, com tração nas quatro rodas e câmbio automático de nove marchas.

Curiosamente, este novo GSI entrega menos potência do que o GSI anterior: 227 bhp contra 252 bhp no último “Insignia Grand Sport”, além de 258 lb ft de torque (cerca de 350 Nm). Ele vai de 0 a 97 km/h em 7.0 segundos cravados e chega a 237 km/h de velocidade máxima.

Não é um carro lento, claro - mas se isso faz jus ao emblema GSI é algo discutível.

Chassi, Twinster, GS-Line, Brembo e FlexRide

Além do motor 2,0 em especificação de 227 bhp, o chassi do Insignia recebeu o sistema de tração integral “Twinster” com vetorização de torque. No lugar de um diferencial traseiro tradicional, há um par de embreagens, pensado para concentrar a força onde ela é mais necessária. Ele também traz um bodykit caprichado - o “GS-Line”.

Nos freios, o conjunto é mais parrudo: pinças Brembo de quatro pistões mordendo discos grandes. E, de série, há amortecedores adaptativos - aqui chamados de “FlexRide” - que trabalham junto dos ajustes na direção.

Dá para alternar entre quatro modos: “Standard”, “Tour”, “Sport” e “Competition”. A Vauxhall também faz questão de destacar que este GSI foi “colocado à prova na lendária pista Nordschleife, em Nürburgring, na Alemanha”. Interprete isso como quiser.

Na estrada: ele convence?

Ele é… correto, sim. O motor mais zune do que dá um soco, mas é suficientemente rápido para o uso diário. O som não chega a ser convidativo, porém também não incomoda. É… ok.

A suspensão também surpreende: mesmo com as rodas de aro 20 de série, o carro não fica desconfortável. Ele acerta um meio-termo honesto entre a esportividade “lapidada em Nürburgring” e a maciez necessária para o dia a dia.

O problema é que o novo câmbio de nove marchas praticamente ignora muitos comandos pelas borboletas atrás do volante; por outro lado, quando ele decide trocar sozinho, o funcionamento é bom. De novo: é… ok.

As rodas aro 20 não castigam demais o rodar, mas as diferenças entre os modos não saltam tanto aos sentidos. Em resumo, os modos “Luvas de Direção” deixam os amortecedores mais firmes e a direção mais afiada. Ao apertar o botão “AWD”, o GSI sai de curvas com níveis surpreendentes de tração - e, nas condições britânicas instáveis (leia-se: quase sempre tempo ruim), isso ajuda bastante. Os freios também passam ótima confiança.

No conjunto, porém, a sensação é de um carro mais “morno” do que “quente”. E aí fica a pergunta: por que pagar £38,125 por um carro que parece mais talhado para viajar do que para empolgar?

Preço e valor: onde ele fica frente aos rivais

Isso mesmo: acima de £38,000. O Insignia sempre foi forte no custo-benefício, e £38k - só como referência rápida - já coloca você em um BMW 320i xDrive M Sport sedã. Com £40k, dá para ir para o 330i M Sport de tração traseira. Pense nisso por um instante.

É uma pena. Carros desse tipo já foram o coração do mercado, e o Insignia é um dos últimos representantes de uma espécie em extinção. Há muita coisa boa aqui: ele é muito espaçoso (puxando mais para o porte de um Série 5) e transmite solidez.

Apesar de haver um mar de plásticos pouco inspiradores à frente do motorista, de alguns pontos de contato parecerem abaixo do esperado (além de alguns avisos sonoros e cliques de seta com cara de baratos), ele compensa com bancos esportivos excelentes, muita conectividade e, aos nossos olhos, um desenho muito bonito. Esse facelift caiu como uma luva (leia mais sobre isso aqui).

Se você está decidido a não comprar um crossover e quer algo nessa linha (boa!), a sugestão é escolher uma versão mais abaixo na “cadeia alimentar”. Algo como um SRI. Mérito da Vauxhall por ainda insistir no GSI, mas o resultado final fica um pouco aquém do que a promessa sugere.

Nota: 6/10

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