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Ford Puma ST-Line X Vignale: teste e nota 6/10

Carro cinza escuro em movimento na rua com árvores ao fundo, sob luz do sol ao entardecer.

Design e posicionamento do Ford Puma ST-Line X Vignale

O que foi que aconteceu com a grade daquele Puma?

Chama atenção, né? O acabamento parece um cromado “salpicado”, quase com um ar de vajazzle, e funciona como um sinal visual de que este é o Puma no pacote mais sofisticado da linha (ainda que não seja o mais caro agora que o ST “completo” já chegou).

A versão tem nome e sobrenome: ST-Line X Vignale. Os preços começam em £25,340 - mas o carro do nosso teste sobe para £28,140 ao incluir alguns assistentes extras de condução e a pintura metálica mais chamativa. O sobrenome Vignale já apareceu antes em outros Fords mais luxuosos; aqui, combinado ao pacote ST-Line X no Puma, ele traz rodas de liga de 18 polegadas exclusivas, um interior com especificação mais alta e ainda mais cromados além da grade.

Motor, câmbio e números

Isso parece caro. O que tem debaixo do capô?

É um valor salgado - principalmente quando o Puma ST, com seu motor 1.5 de 197bhp, sai por £28,495. Já o ST-Line X Vignale (vamos chamá-lo apenas de Vignale para facilitar) fica com o conjunto “padrão” do Puma: 1.0 de três cilindros a gasolina, aqui na calibração de 123bhp.

O ponto é que, em vez do excelente câmbio manual de seis marchas e do sistema mild-hybrid, esta configuração usa um automático de sete marchas que não pode ser combinado com nenhum tipo de assistência por bateria. O resultado é um desempenho pior no 0–100 km/h (0–62 mph): 10.2 s (contra 9.8 s do manual de 123bhp). Também emite mais: 141g/km (versus 129g/km).

E, como se não bastasse, num mundo que nem sempre faz sentido, ele ainda cobra um adicional de £1,600 sobre o manual de mesma potência. Na prática, também fica mais caro do que um manual de 153bhp. Fica a sugestão (bem baixinho): troque as marchas você mesmo.

Ao volante, consumo e vida a bordo

E na hora de dirigir, como é?

Escolher o pacote Vignale não muda tanto o comportamento do Puma. As diferenças perceptíveis são um pouco mais de ruído de rodagem e uma rodagem mais firme por causa das rodas de 18 polegadas - embora os ST-Line X também usem rodas desse tamanho. No geral, o Puma continua a ser um crossover bem civilizado.

A maior mudança dinâmica aqui vem do câmbio automático. O três-cilindros não esbanja torque (são 148lb ft), e a caixa de dupla embreagem costuma “segurar” marchas altas, o que deixa o carro com uma resposta mais preguiçosa. Na avaliação do Puma padrão, já tínhamos notado que o pequeno EcoBoost rende melhor em giros mais altos - mas o automático tira um pouco dessa chance de explorar o motor. A não ser que você selecione o modo Sport; aí o Puma passa a privilegiar marchas mais curtas e o som do motor invade mais a cabine. Com o manual, dá para brincar de achar o ponto certo, estilo Cachinhos Dourados.

Mesmo sem o mild-hybrid, dá para obter um consumo decente. Na nossa média, com uma mistura de estrada e cidade, registrámos 40mpg (cerca de 14,2 km/l). E como a direção precisa e o bom controlo de carroçaria do Puma seguem intactos, ele continua a ser um dos crossovers mais agradáveis de conduzir.

O interior faz jus ao nome Vignale?

Equipamento não falta. Os Vignale vêm com bancos em couro aquecidos (com função de massagem na dianteira) e volante em couro aquecido. Além disso, há mais materiais macios no painel e nas portas, junto de um acabamento no campo de visão que imita fibra de carbono.

E o lado “chique” não elimina a parte prática: o famoso MegaBox do Puma segue ali, trazendo um volume extra útil no porta-malas, e o banco traseiro oferece um espaço satisfatório. Em contrapartida, o vidro com escurecimento é de série e deixa a parte de trás um pouco sombria.

No fim das contas, como resumir este carro?

Sendo sinceros, a nossa tendência seria evitar tanto o automático quanto o pacote Vignale. Pode-se acrescentar couro à vontade, mas o interior não parece especial o suficiente para justificar o adicional em relação a outros Pumas. E, com um manual tão bom - além de contar com tecnologia extra para emissões - não há um motivo forte para optar pela versão de dois pedais.

De novo, a recomendação é simples: economize uma parte do seu dinheiro e escolha uma versão intermediária. Aconselhamento de consumidor, do jeito certo.

Nota: 6/10

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