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Guia do Porsche 911 Targa

Carro esportivo Porsche 911 Targa 4S vermelho em alta velocidade em estrada asfaltada com árvores ao fundo.

O que é o Porsche 911 Targa

Calma aí: a Porsche já não vende um 911 conversível?

Vende, sim - o Cabriolet, totalmente aberto. Só que este aqui é o Targa, descrito pela própria Porsche como um modelo "semiaberto". E, na linha do tempo do 911, ele apareceu 15 anos antes do cabrio.

Por que o Targa tem aquele arco e a parte traseira diferente

Qual é a utilidade daquele pedaço atrás?

O Targa original, de 1967, foi pensado para o mercado dos EUA, onde se cogitava proibir conversíveis de vez por preocupações com segurança. Para contornar essa possível regra, a equipe de Zuffenhausen criou o arco de proteção contra capotagem e a solução de vidros traseiros dobráveis - um desvio de engenharia que acabou dando ao Targa o visual inconfundível.

Mas os EUA nunca proibiram os conversíveis, certo?

Certo. Ainda assim, o Targa rapidamente ganhou um grupo fiel de admiradores, e a Porsche decidiu mantê-lo em produção. Ele segue firme até hoje - inclusive depois de o Cabriolet entrar em cena em 1982 e disputar o mesmo espaço.

Não me lembro de o 911 Targa anterior ter esse esquema de teto.

Em 1996 - na geração 993 do 911 - a Porsche redesenhou o Targa para aproximá-lo do cupê. E, ao longo das gerações 996 e 997, ele virou basicamente um carro com um teto solar deslizante sofisticado, para frustração de quem prefere o Targa “de verdade”.

Estilo, mecânica e como ele anda

Então o que este novo oferece?

Uma carga enorme de estilo. O Targa ficou impressionante: a interpretação moderna do arco, junto do vidro traseiro envolvente, funciona muito bem. Ele passa mais classe do que o Cabriolet, justamente por ter coragem de fugir do padrão dos conversíveis de linhas mais comuns.

E o melhor é que, ao volante, ele fica muito próximo dos irmãos cupê com teto rígido - o que é excelente. O Targa é oferecido apenas com tração nas quatro rodas, e há duas combinações de motor e transmissão: o 3.4 litros, com 345 cv, na versão básica, e o 3.8 litros, com 395 cv, no Targa 4S. Em ambos os casos, dá para escolher entre câmbio manual de sete marchas ou o automatizado de dupla embreagem PDK. Se for optar, a recomendação é um 4S com PDK, já que combina melhor com a proposta mais relaxada e “caçadora de sol” do carro.

Há, sim, mais massa na parte de cima: por causa do vidro traseiro, o Targa pesa 40 kg a mais do que o Cabriolet equivalente. Mesmo assim, isso não basta para estragar o excelente acerto de chassi do 991. Já a direção, por outro lado, poderia comunicar mais.

Preço e custo-benefício do 911 Targa

E quanto isso custa?

Aqui vem o balde de água fria. Daria para imaginar que o Targa seria bem mais barato do que o Cabriolet totalmente aberto - mas não é o caso. As duas versões do Targa custam menos de mil a menos do que os Cab equivalentes: o T4 parte de £86,281, e o T4S sobe para £96,316. E também não dá para abrir ou fechar o elaborado teto retrátil com o carro em movimento. O vidro traseiro funcionaria como um freio aerodinâmico, e haveria uma série de complicações de aerodinâmica que poderiam danificar a estrutura complexa do teto.

Vale o que cobra?

Para nós, sim. O Targa tem uma elegância que pouquíssimos conversíveis conseguem entregar e, no fim das contas, continua sendo um 911 - então também anda de forma brilhante. Gostamos. Muito.

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