À primeira vista, o Jeep Renegade segue firme como a porta de entrada da marca no momento. Só que essa posição tem prazo: no fim deste ano ou no começo do próximo, a Jeep deve apresentar um novo “baby-Jeep” (projeto 519), que vai assumir esse papel.
Agora surgem as primeiras fotos-espia do modelo inédito, mas ele já tinha dado as caras - sem camuflagem - meses atrás, durante a apresentação do plano “Dare Forward 2030” da Stellantis, quando o grupo anunciou a chegada de 75 novos elétricos até 2030.
E o “baby-Jeep” - o nome oficial ainda não foi divulgado - será um deles, com a Stellantis tendo mostrado um par de imagens do futuro modelo.
O que já sabemos?
Surpreendentemente, bastante, apesar do caráter inédito desta proposta. O “baby-Jeep” será o primeiro modelo da marca norte-americana a aproveitar as sinergias geradas pela fusão entre a FCA e a PSA (da qual nasceu a Stellantis).
Ao contrário dos outros Jeep menores - Renegade e Compass -, o novo modelo de entrada vai recorrer ao hardware da ex-PSA, com destaque para a plataforma CMP, a mesma que serve de base para carros como Peugeot 2008 e Opel Mokka.
Isso quer dizer que, além de poder usar as motorizações a gasolina (1.2 Turbo de três cilindros) e a Diesel (1.5 Turbo Diesel de quatro cilindros) desses modelos, como a CMP é uma plataforma multi-energias, o “baby-Jeep” também terá uma versão 100% elétrica.
Será, de fato, o primeiro modelo 100% elétrico da marca norte-americana, reforçando a aposta da Jeep em veículos eletrificados - recentemente introduziu os Renegade e Compass e-Hybrid, complementando os híbridos plug-in 4xe que já estavam à venda.
Por isso, é grande a chance de o “baby-Jeep” elétrico vir com um motor elétrico de 100 kW (136 cv) no eixo dianteiro e bateria de 50 kWh, como acontece no e-2008 e no Mokka-e.
Terá versões 4×4?
A principal dúvida sobre o futuro modelo é, especialmente por ser um Jeep, se ele poderá ter variantes com tração nas quatro rodas. O motivo é simples: a CMP, na configuração atual, não permite essa solução.
Se isso se confirmar, seria algo inédito ver um Jeep sem a possibilidade de oferecer quatro rodas motrizes. Ainda assim, existe um sinal de esperança.
Entre as informações divulgadas sobre os planos da Stellantis até 2030, ficámos a saber que a CMP terá uma segunda geração, chamada eCMP, e que ela será introduzida no final deste ano - será o “baby-Jeep” o primeiro a recebê-la?
A nova geração da plataforma promete um foco ainda maior na eletrificação, mas, com uma Jeep dentro do grupo, não dá para descartar a hipótese de a nova eCMP também permitir um eixo traseiro motriz. Teremos de esperar para confirmar.
Esse tipo de adaptação não seria novidade. Ainda no tempo da FCA, a Jeep foi uma das principais responsáveis por mudanças na plataforma Small da Fiat - usada no Punto -, dando origem à mais larga Small Wide, hoje utilizada por Renegade, Compass e outros modelos da ex-FCA.
Essas alterações viabilizaram a existência de versões com tração às quatro rodas e, mais recentemente, a adoção de um eixo traseiro motriz independente, como ocorre nos híbridos plug-in da Jeep, os 4xe.
Quando chega?
O “baby-Jeep”, na prática, já deveria estar no mercado há muitos meses. O atraso se explica, primeiro, pela fusão entre FCA e PSA (anunciada em 2019), o que obrigou a reiniciar o projeto 519 para passar a usar o hardware PSA e explorar o potencial das sinergias; segundo, pela pandemia, que trouxe todo tipo de impacto no desenvolvimento de novos modelos.
As informações mais recentes apontam que a produção do novo modelo deve começar em novembro de 2022 - a revelação deve acontecer antes -, então o lançamento ainda pode ocorrer no fim deste ano.
O “baby-Jeep” vai ser produzido em Tychy, na Polónia, onde hoje é fabricado o Fiat 500 (com motores de combustão). No futuro, ele será acompanhado por pelo menos mais dois crossovers: um da Fiat e outro da Alfa Romeo.
O primeiro será conhecido em 2023 e deve ser a versão de produção do Centoventi, enquanto o segundo tem sido chamado de Brennero e chega em 2024.
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