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Defesa

Governo Petro defende compra de 17 caças Saab Gripen E/F

Militar e homem de terno analisam maquete de jato militar em hangar com avião ao fundo e bandeira.
Neste artigo
  1. Governo Petro defende compra dos Saab Gripen E/F
  2. Contrato dos Gripen E/F prevê entregas e suporte operacional
  3. Governo colombiano cita transparência e compensações industriais

Governo Petro defende compra dos Saab Gripen E/F

Em meio a um acalorado debate político, o governo do presidente Gustavo Petro defendeu a recente compra de 17 caças Saab Gripen E/F para substituir a frota de caças IAI Kfir da Força Aeroespacial Colombiana (FAC). Avaliada em cerca de 4,4 bilhões de dólares, a operação reúne um amplo pacote de compensações industriais, manutenção, peças de reposição, transferência de tecnologia e suporte logístico, configurando-se como um dos contratos de defesa mais relevantes da história recente do país.

Em uma longa publicação em sua conta oficial na rede social X, Petro rebateu as acusações de sobrepreço divulgadas por setores da oposição e por alguns veículos de comunicação. O presidente declarou: “Com muita ignorância, jornalistas da oposição afirmam que os aviões Gripen, comprados pelo meu governo, têm sobrepreços. Eles sequer leram o contrato. Esqueceram que são aviões novos, com compensação industrial e manutenção incluídas, além de peças de reposição e transferência de tecnologia. Compare-os com os F-16 que nos ofereciam de terceira mão, ou com os Rafale franceses que cheguei a considerar comprar”.

Contrato dos Gripen E/F prevê entregas e suporte operacional

O Ministério da Defesa informou que o acordo assinado com a empresa sueca Saab estabelece a entrega gradual das aeronaves entre 2028 e 2032, com preços fixos e cláusulas de proteção contra oscilações de mercado. Além dos 17 Gripen E/F, o pacote contempla radares AESA, sistemas IRST, guerra eletrônica, armamentos inteligentes, um centro de simulação com quatro cabines interligadas e acompanhamento técnico durante os três primeiros anos da transição operacional.

A Saab e o governo da Suécia confirmaram a inexistência de vetos ou restrições dos Estados Unidos à transferência de tecnologia dos componentes abrangidos pelo acordo. Ainda assim, a aquisição tem recebido críticas da oposição. Abelardo De la Espriella, candidato oposicionista que pretende suceder Gustavo Petro em 2026, solicitou publicamente que o governo dos EUA imponha um veto temporário ao contrato, citando a presença de componentes norte-americanos - especialmente os motores General Electric F414G, submetidos à regulamentação ITAR.

O pedido, encaminhado ao presidente dos Estados Unidos, ao Departamento de Defesa e ao secretário de Estado Marco Rubio, busca suspender a exportação desses motores até que o próximo governo colombiano reavalie os termos do acordo. De la Espriella afirmou que a operação pode ter objetivos eleitorais e exigiu mais transparência quanto aos custos e às compensações previstas no contrato.

Governo colombiano cita transparência e compensações industriais

Como resposta às críticas, o governo garantiu que o processo ocorreu com total transparência e destacou a realização de reuniões públicas com autoridades da Saab em Estocolmo e Bogotá. Petro voltou a afirmar que sua gestão não permitiu nem permitirá “pagamentos de comissão ou atos de corrupção” em contratos de defesa. Segundo ele, o acordo com a Suécia amplia não apenas a capacidade militar da Colômbia, mas também viabiliza uma integração industrial e tecnológica acelerada com o Brasil, outro operador regional do Gripen.

As objeções ao aumento do custo unitário - de aproximadamente 110 a 120 milhões de dólares para 250 milhões de dólares por aeronave - foram justificadas pelo Executivo com base na inclusão de manutenção, apoio logístico, treinamento, sistemas de armas e compensações industriais no valor final. De acordo com o Ministério da Defesa, o Convênio de Cooperação Industrial e Social associado ao contrato gerará transferência de tecnologia e benefícios para áreas civis, como saúde, habitação e transição energética, reforçando a base industrial nacional.

Por fim, Petro reafirmou que seu governo manterá a política de independência em defesa e anunciou um novo Conpes para impulsionar a produção nacional de armamentos, blindagens, drones e equipamentos aéreos e terrestres. Com a chegada dos primeiros Gripen prevista para 2027, a Força Aeroespacial Colombiana começará uma nova fase de modernização, ao lado do Brasil como os dois únicos países da América do Sul a operar os novos caças suecos.

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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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