A Lotus atravessa um período de ruptura. Se a despedida da Lotus como a conhecíamos se confirmou no fim de 2021, com o encerramento da produção dos Elise, Exige e Evora, a “nova” fase começa em 2022 com os primeiros modelos 100% elétricos: o Evija, o hiperesportivo cujo lançamento foi empurrado pela pandemia, e o Type 132 (nome definitivo ainda não divulgado), um SUV inédito e que já nasce cercado de polêmica.
Antes desse salto que encaminha a Lotus para se tornar uma marca totalmente elétrica, entra em cena o Emira, funcionando como uma ponte entre a “antiga” e a “nova” Lotus.
Lotus Emira: o último Lotus a combustão
Com a produção prevista para a primavera de 2022, o novo esportivo de dois lugares desenvolvido em Hethel também marca um fim de ciclo: será o último modelo da Lotus equipado com motor a combustão.
Motores a gasolina do Lotus Emira
O Lotus Emira será oferecido com duas opções a gasolina. A primeira, já conhecida de Exige e Evora, é um 3.5 V6 Supercharged (compressor) de origem Toyota, com 405 cv e 420 Nm, podendo ser combinado com um câmbio manual de seis marchas ou com um automático, também de seis velocidades.
A segunda alternativa, que chega mais adiante, é a grande surpresa: um quatro-cilindros em linha 2.0 l turbo, com 365 cv, fornecido pela… AMG. É o mesmo motor usado no A 45 (nome de código M 139) e que também vai equipar os futuros C 63 e GLC 63. Nesse caso, a transmissão será um câmbio de dupla embreagem de oito marchas, igualmente da AMG.
Type 132, a revolução
Por trás do codinome Type 132 está o primeiro SUV - e também um modelo sem precedentes - da marca britânica. Ele até poderia ter sido o primeiro elétrico, mas o Evija, com 2000 cv, chegou antes.
Isso, porém, não deve diminuir o peso do projeto, que promete ser o “momento” Porsche Cayenne para a Lotus - e não é por acaso que o Cayenne aparece como um dos alvos na lista de rivais, embora aqui estejamos falando de um SUV exclusivamente elétrico.
O Type 132 é o primeiro de quatro modelos 100% elétricos que a marca britânica pretende lançar até 2026. O plano inclui ainda um segundo SUV (Type 134, menor), um sedã “cupê” de quatro portas (Type 133) e um esportivo de dois lugares (Type 135), que também dará origem ao sucessor do Alpine A110.
Produção e bases dos futuros elétricos da Lotus
Os dois SUVs e o sedã, todos exclusivamente elétricos, serão fabricados na nova sede da divisão Lotus Technology, localizada em Wuhan, na China. Já os próximos esportivos elétricos da marca - como o citado Type 135, baseado na nova arquitetura LEVA - seguirão sendo produzidos em Hethel, no Reino Unido.
De volta ao Type 132, já se sabe que ele terá baterias entre 92-120 kWh e arquitetura de 800 V; também são citados números de potência entre (pouco mais de) 600 cv e 750 cv.
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