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Renault Rafale: novo SUV-coupé topo de linha da marca

Carro elétrico azul Renault Rafale 300 em exposição com design moderno e futurista em sala iluminada.

Fomos a Paris, na França, para conhecer de perto o novo Renault Rafale, um “SUV-coupé” que chega como o novo topo de linha da marca francesa.

O Rafale passa a dividir com o Espace a ofensiva da Renault no segmento D, depois de a fabricante ter atualizado e reforçado sua presença no segmento C (um degrau abaixo) com modelos como Mégane E-Tech, Arkana e Austral.

Essa estratégia em dois segmentos foi um dos pontos centrais do plano Renaulution, apresentado há cerca de dois anos.

No novo Rafale, a Renault também marca três estreias importantes: é o primeiro modelo desenhado “de fio a pavio” pelo novo chefe de design, Gilles Vidal; inaugura uma nova motorização híbrida plug-in de 300 cv; e traz uma lista ampla de recursos tecnológicos.

A seguir, veja o Renault Rafale em mais detalhes.

Não é rival do Peugeot 408

Antes de tudo, vale esclarecer o posicionamento: apesar das semelhanças visuais entre as duas propostas francesas, o Rafale não é apresentado como concorrente direto do Peugeot 408.

Embora ambos tenham sido desenhados sob a liderança de Gilles Vidal - que antes de assumir na Renault era chefe de design da Peugeot -, a Renault faz questão de separar o Rafale por colocá-lo em um patamar superior.

A marca enquadra o Rafale no segmento D, um acima do 408. Mesmo com dimensões parecidas, há uma diferença clara na altura: o Rafale é 132 mm mais alto (1,61 m).

Outra distância aparece na base de gama. Enquanto o 408 parte do mais simples 1.2 PureTech de 130 cv, a versão de entrada do Rafale já começa com o E-Tech full hybrid de 200 cv.

O primeiro sob a batuta de Gilles Vidal

Gilles Vidal assumiu o comando do design da Renault no fim de 2020, mas sua “assinatura” só começou a ficar mais evidente recentemente. Em 2022, o protótipo que antecipa o futuro Scénic - que já mostramos em vídeo - adiantou o que esperar do desenho dos próximos Renault.

O primeiro modelo de produção a incorporar elementos dessa identidade atualizada apareceu neste ano: o facelift do Clio. Ainda assim, é o Rafale que inaugura, de fato, um Renault criado do zero sob a batuta de Vidal, integrando por completo a nova linguagem visual da marca.

Nessa linguagem, predominam volumes esculpidos e curvas mais generosas, com detalhes de inspiração tecnológica e linhas de “caráter” bem marcadas, pensadas para “esticar a pele” sobre a carroceria.

Com a mudança de estilo, vem também uma nova “face” frontal. A assinatura luminosa anterior em “C” sai de cena e dá lugar a um desenho inspirado no símbolo de diamante da Renault. Esse tema do diamante se repete tanto no exterior quanto no interior do Rafale.

A grade dianteira, por sua vez, adota um padrão tridimensional em forma de diamante. Segundo a Renault, a estrutura foi desenvolvida com apoio de inteligência artificial, por meio de um programa de modelagem paramétrica (o que permite testar rapidamente diversos padrões ao ajustar algumas variáveis).

Na traseira, as lanternas também são inéditas e adotam um traço mais reto, com inspiração no puzzle chinês tangram. E, ao contrário do que virou padrão, as lanternas não são interligadas por uma barra luminosa.

Vai estrear uma motorização híbrida plug-in de 300 cv

Entre as principais novidades do Renault Rafale está a estreia de uma nova motorização híbrida plug-in, anunciada com 300 cv de potência.

Apesar disso, a Renault ainda não revelou quase nenhum dado técnico do conjunto - capacidade da bateria, autonomia em modo elétrico ou desempenho.

O que já foi confirmado é a adoção de um motor elétrico no eixo traseiro para alcançar esse nível de potência, o que transforma o Rafale em um modelo com tração nas quatro rodas.

A opção de entrada é a E-Tech full hybrid de 200 cv, já conhecida do Austral e do Espace. Ela combina um motor 1.2 turbo de três cilindros com 131 cv e mais dois motores elétricos: um responsável pela tração, com 50 kW (68 cv), e outro atuando como gerador, com 25 kW (34 cv).

A transmissão é uma caixa multimodo que trabalha com quatro relações para o motor a combustão e duas para o motor elétrico. Com as diferentes combinações, é possível chegar a até 15 relações.

Até o momento, não foram anunciadas outras motorizações. As versões já confirmadas, porém, serão associadas ao sistema 4Control - ou seja, com eixo traseiro direcional.

A Renault destaca as credenciais dinâmicas do Rafale não só pela agilidade e estabilidade adicionadas pelo 4Control, mas também pelo eixo traseiro multilink, pelas bitolas 40 mm mais largas em comparação ao Espace e pela direção mais direta (13:1).

É um “SUV-coupé”, mas tem muito espaço atrás

SUVs-cupê podem sacrificar o espaço dos ocupantes do banco traseiro por causa da silhueta, principalmente em altura. No Rafale, porém, a Renault afirma que esse compromisso não acontece.

O topo de linha da marca anuncia 880 mm de altura útil na parte traseira - apenas 12 mm a menos que o Espace, que tem a linha do teto mais horizontal.

O apelo familiar também é reforçado pelo volume do porta-malas, que chega a 647 L, um número generoso e suficiente para a maioria dos usos.

Tem um teto panorâmico que escurece aos nossos comandos

Parte do bom espaço em altura atrás também foi possível graças à estreia do novo e amplo teto panorâmico Solarbay (1470 mm por 1117 mm), que teria permitido ganhar 30 mm adicionais de altura.

Esse ganho vem da tecnologia empregada. O teto panorâmico Solarbay dispensa as cortinas físicas tradicionais e traz um sistema ativo capaz de escurecer, conforme a nossa preferência, os nove segmentos que o compõem. O controle pode ser feito até por comandos de voz, via Google Assistant integrado.

Embora não seja uma tecnologia inédita, é a primeira vez que ela aparece, segundo o que vimos, em um modelo fora de uma marca de luxo ou premium.

Há novos grafismos para os instrumentos e infoentretenimento

Por dentro, o Renault Rafale segue o caminho já visto em Austral e Espace, com destaque para as duas telas: uma horizontal de 12,3″ para o painel de instrumentos e outra central vertical de 12″ para o sistema de infoentretenimento.

O sistema OpenR, apresentado no Mégane E-Tech e posteriormente atualizado para Austral e Espace, mantém a mesma base (Android Automotive 12, do Google), mas recebe um visual renovado.

Ao integrar diferentes aplicativos e serviços do Google, o OpenR permite instalar até 50 aplicativos (dependendo da região e do mercado) diretamente pela Google Play. Ainda assim, não faltam Android Auto e Apple CarPlay, ambos sem fio.

O Renault Rafale também traz 32 assistentes de condução, organizados em três grupos: condução, segurança e estacionamento. Entre eles está o controverso ISA, o Assistente Inteligente de Velocidade, um dos novos sistemas exigidos pela UE. Como esperado, o Rafale já oferece condução semiautônoma (Nível 2).

Quando chega?

O Renault Rafale chega ao mercado no último trimestre deste ano e, por enquanto, a marca ainda não divulgou preços.

Ainda assim, considerando o Espace - cujo preço começa pouco acima de 48 mil euros no nosso país com a motorização E-Tech full hybrid 200 cv -, o Rafale deve ter um valor de entrada parecido.

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