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Renault Clio E-Tech e Renault Captur E-Tech: novidades sobre as versões eletrificadas

Dois carros Renault Clio E-Tech azul e laranja exibidos em showroom moderno com piso de concreto e grandes janelas.

A eletrificação segue como tema central na indústria automotiva. Depois de apresentarmos as versões mild-hybrid do Fiat 500 e do Panda, agora é a vez de trazer informações sobre as variantes eletrificadas dos Renault Clio e Captur.

Batizadas de E-Tech, as configurações eletrificadas do Renault Clio e do Renault Captur chamam atenção por adotarem, curiosamente, dois “caminhos” distintos quando o assunto é eletrificação.

Enquanto o Clio E-Tech aparece como um híbrido convencional, o novo Captur E-Tech utiliza um sistema híbrido plug-in.

O que muda esteticamente?

Por fora, as versões E-Tech do Clio e do Captur são praticamente iguais às opções sem eletrificação. As diferenças ficam basicamente por conta dos logotipos exclusivos e, no caso do Clio, de um para-choque traseiro específico.

Na cabine, as mudanças também são discretas e se concentram nos emblemas próprios e no fato de o painel de instrumentos (de 7” no Clio e 10,2” no Captur) e o sistema de infotainment (de 7” com disposição horizontal ou 9,3” com disposição vertical no Clio e 9,3” no Captur) exibirem gráficos ligados ao funcionamento dos sistemas híbridos.

O Renault Clio E-Tech

No conjunto mecânico, o Clio E-Tech combina um motor 1.6 l aspirado a gasolina com dois motores elétricos, alimentados por uma bateria de 1,2 kWh. Segundo a Renault, o tamanho reduzido do conjunto de baterias permitiu que o Clio E-Tech fosse apenas 10 kg mais pesado do que o Clio com motor Diesel de 115 cv.

Com potência de 140 cv, a marca afirma que o Clio E-Tech consegue rodar cerca de 80% do tempo em circuito urbano no modo 100% elétrico. Ainda sobre a condução exclusivamente elétrica, o Clio E-Tech pode circular até 70/75 km/h sem precisar acionar o motor a combustão.

Mesmo sem divulgar números oficiais, a Renault diz que as emissões de CO₂ ficam abaixo de 100 g/km (já de acordo com o ciclo WLTP) e que a adoção do sistema híbrido proporcionou uma redução de emissões em torno de 40% no uso urbano.

O Renault Captur E-Tech

Com bateria de 9,8 kWh e 400V, o Captur E-Tech entrega 160 cv (apesar de usar o mesmo 1.6 l do Clio E-Tech) e consegue percorrer até 50 km em modo 100% elétrico, com velocidade máxima de 135 km/h. Em circulação urbana, a autonomia no modo 100% elétrico aumenta para 65 km.

Em consumo e emissões, a Renault anuncia média de 1,5 l/100 km e emissões de CO₂ de apenas 32 g/km. Para melhorar a gestão do sistema híbrido plug-in, o Captur E-Tech também traz três modos próprios no seletor Multi-Sense.

O modo “Pure” prioriza a mudança para o modo 100% elétrico sempre que houver carga suficiente na bateria. Já no modo “Sport”, se o acelerador for pressionado até o fim, os três motores atuam ao mesmo tempo - desde que a bateria tenha carga suficiente.

Por último, o modo “E- Save” restringe o uso do motor elétrico, privilegiando a potência do motor a combustão. A proposta é garantir uma reserva de energia na bateria (pelo menos de 40%). Como seria esperado, o Captur E-Tech também conta com frenagem regenerativa.

Quando chegam e quanto vão custar?

Por enquanto, a Renault não informou quando pretende lançar o Clio E-Tech e o Captur E-Tech no mercado brasileiro, nem quais serão os preços.

Ainda assim, a marca aproveitou a apresentação dos Clio e Captur E-Tech para confirmar que vem aí uma versão híbrida plug-in do Mégane.

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