Protesto com faltas por doença entre comissários de bordo da Qatar Airways
Comissários de bordo da Qatar Airways vêm liderando uma mobilização inédita ao se ausentarem do trabalho alegando doença, como forma de protesto diante do atraso e da ausência de pagamento do bônus anual - decisão que, segundo o PYOK, elevou o nível de insatisfação interna.
Restrições a greves, sindicatos e protestos no Qatar
Mesmo em locais onde greves encontram limitações, o contexto no Qatar é ainda mais sensível: sindicatos são proibidos, manifestações são ilegais e o sistema trabalhista impõe controle rígido sobre trabalhadores estrangeiros.
Bônus anual, lucro e justificativa apresentada pela companhia
O descontentamento cresceu a partir do fim de maio, quando a companhia estatal comunicou que, apesar de registrar lucro anual próximo de US$ 2 bilhões, não faria o pagamento do bônus de participação nos lucros a seus colaboradores.
A Qatar Airways afirmou que a decisão se relaciona aos impactos da crise no Golfo Pérsico, citando, entre outros efeitos, a suspensão de voos por semanas em fevereiro - o que teria levado a empresa a priorizar a estabilidade financeira de longo prazo.
Em contraste, a Emirates, com sede em Dubai, pagou bônus equivalentes a cerca de 20 semanas de salário, mesmo lidando com os efeitos da campanha militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã.
Malha aérea reduzida e efeito na remuneração da tripulação
A Qatar Airways segue recompondo sua malha e, no momento, opera em torno de 55% do cronograma que mantinha antes da crise. Como a remuneração da tripulação de cabine inclui adicionais por voos e diárias, a redução na frequência das operações diminuiu esses valores, afetando a renda dos profissionais.
De acordo com a página “A Fly Guy’s Cabin Crew Lounge”, trata-se da primeira greve desse tipo na história da Qatar Airways, impulsionada pela questão dos bônus e também pelas condições de trabalho.
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