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Volkswagen anuncia investimento de mais de 500 milhões de euros na Autoeuropa

Carro elétrico branco da Volkswagen em exposição com pessoas ao fundo em ambiente interno.

Três décadas após a colocação da primeira pedra da Autoeuropa, a Volkswagen comunicou um novo ciclo de aportes para a fábrica de Palmela, prevendo investir mais de 500 milhões de euros ao longo dos próximos cinco anos.

Investimento de mais de 500 milhões de euros na Autoeuropa

O anúncio foi feito nesta sexta-feira, durante a cerimônia que marcou os 30 anos da unidade industrial. Na ocasião, Alexander Seitz, administrador da Volkswagen, afirmou: “Nos próximos cinco anos pretendemos investir mais de 500 milhões de euros em produto, equipamento e infraestruturas”.

Seitz também destacou a capacidade da operação portuguesa de acompanhar a fase de mudança do setor, reforçando a relevância da fábrica tanto para Portugal quanto para a própria Volkswagen. “Esta fábrica e a sua equipa estão preparadas para acompanhar a transformação da indústria automóvel com sucesso”, disse.

Mudanças no setor e nova liderança em Palmela

Durante o evento, Thomas Hegel Günther - que assumirá a função de diretor-geral da Autoeuropa a partir de 1º de dezembro, sucedendo Miguel Sanches - abordou o momento de virada vivido pela indústria. “O setor automóvel está a conhecer a maior transformação da sua história. Não se trata apenas da troca do motor de combustão pelo motor elétrico. É uma mudança e paradigma que interfere com a transformação de toda a cadeia de produção. Das fábricas às marcas, sem esquecer os fornecedores”.

Günther acrescentou: “Hoje estamos aqui a assinalar os 30 anos da Autoeuropa e queremos que hajam outros trinta”.

A cerimônia foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que demonstrou satisfação com o investimento anunciado para a Autoeuropa e prometeu apoio para os próximos passos.

O Primeiro-Ministro António Costa também compareceu e lembrou que “volvidos 30 anos, a Volkswagen continua a ser o maior investimento privado em Portugal”. Em seguida, ele recordou - junto com Marcelo Rebelo de Sousa - o período difícil atravessado pelo setor automotivo durante a pandemia, em especial pela Autoeuropa, apontando caminhos para o futuro.

Para sustentar essa posição de liderança, António Costa destacou que Portugal tem a maior reserva de lítio da Europa, a oitava maior do mundo e o custo de energia solar mais baixo da Europa.

Marcelo aplaude trabalhadores

O Presidente da República aproveitou a celebração para elogiar a postura e o empenho dos trabalhadores ao longo das últimas três décadas: “A chave da Autoeuropa foi a capacidade dos seus trabalhadores verem para lá da doutrina e da ideologia política. O diálogo superou sempre todas as dificuldades e isso é o mais importante. A Autoeuropa não pára e Portugal também não vai parar”, disse.

Ele reforçou a dimensão desse contributo coletivo: “Investidores há alguns, administradores também há alguns, mas os trabalhadores são milhares. E é a eles que temos que agradecer a resiliência e a capacidade de superação da fábrica nos últimos 30 anos”, atirou.

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