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Força Aérea Argentina inicia o processo de alienação dos A-4AR Fightinghawk

Linha de jatos militares estacionados no pátio com técnico em uniforme revisando checklist ao lado.

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Processo de desativação e alienação dos A-4AR Fightinghawk na Força Aérea Argentina

Depois de oficializar o anúncio de desprogramação e baixa dos A-4AR Fightinghawk, a Força Aérea Argentina começou os trâmites necessários para encerrar a trajetória operacional de um sistema de armas que, por décadas, protegeu os céus argentinos. O conjunto de medidas em andamento envolve desde questões de pessoal até a destinação final das aeronaves e de todo o material associado. Em particular, a alienação dos caças pela Instituição - procedimento que já foi iniciado - pode abrir caminho para que esses “Halcones” ganhem uma segunda vida após concluírem o serviço na Força.

Conforme noticiado anteriormente, após formalizar a desprogramação - decisão comunicada pelo próprio Chefe do Estado-Maior-General da FAA, brigadeiro-general Gustavo Javier Valverde, aos integrantes e efetivos da V Brigada Aérea e também ao público por meio de uma nota oficial -, a Força Aérea vem adotando as providências e ações necessárias para avançar com a alienação dos A-4AR Fightinghawk.

Centralização de células e impacto no Área Material Rio Cuarto

De forma mais detalhada, e de acordo com o que a Zona Militar informou recentemente, está em curso a centralização de todas as células disponíveis de A-4AR na V Brigada Aérea. Isso inclui peças de reposição, ferramentas e ferramental, além do transporte de componentes do sistema de armas que hoje se encontram no Área Material Rio Cuarto - unidade que, por décadas, prestou apoio, manutenção e sustentação à plataforma Skyhawk/Fightinghawk.

Com essa medida, será possível liberar espaço e capacidades para que o Área Material Rio Cuarto siga avançando em sua conversão, passando a apoiar o novo sistema de armas F-16 que a Força Aérea Argentina está incorporando.

Classificação do material e exigência de aval dos Estados Unidos

A partir dessas ações - que abrangem um processo minucioso de triagem, classificação e catalogação de tudo o que integra o sistema de armas A-4AR -, será viabilizada, em breve, a etapa de alienação e de avaliação voltada a potenciais interessados na aquisição desses sistemas. Por se tratar de equipamento de origem dos Estados Unidos, esse processo deverá contar com a anuência do governo norte-americano.

Possíveis destinos: Skyhawk como “agressor” e operadores privados

O ponto não é trivial. Embora a retirada de serviço dos A-4AR argentinos faça com que a Marinha do Brasil, com seus AF-1, se torne o último operador militar da aeronave, o Skyhawk segue encontrando uma segunda vida no papel de aeronave “agressora” em algumas das mais relevantes Forças Aéreas do mundo - como as dos Estados Unidos e do Canadá, para citar apenas alguns exemplos.

Nesse contexto, vale mencionar a empresa canadense Top Aces, que presta esse tipo de serviço e opera, em sua frota, aeronaves A-4N Skyhawk de origem israelense. Inclusive, os “Scooters” passaram por programas de modernização que adicionam novas tecnologias, como radares AESA e sistemas de busca e acompanhamento por infravermelho.

Além da companhia canadense, há outros operadores privados que utilizam A-4 com finalidade semelhante, como a Draken International, que dispõe de exemplares provenientes das Forças Aéreas da Nova Zelândia e de Israel.

Por fim, apesar do cenário descrito, não há registro recente de propostas apresentadas pelos operadores citados, tratando-se apenas de uma análise prospectiva sobre o que pode ocorrer com os A-4AR que ainda constam no inventário da Força Aérea Argentina e do Estado Nacional.

Fotografias empregadas apenas para ilustração.


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