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Polestar 3: 4 verdades para saber sobre o SUV elétrico sino-sueco

Carro elétrico Polestar 3 branco exibido em showroom moderno com grande janela de vidro e piso de concreto.

Com jeitão de protótipo e um interior sofisticado, o Polestar 3 chama atenção logo de cara. Só que vale o alerta: este SUV elétrico é bem “gastão” e ainda se apoia em uma arquitetura mais antiga. A seguir, as 4 verdades que você precisa saber sobre o modelo sino-sueco.

Ele não chega para quebrar recordes - nem em autonomia (706 km), nem em potência (517 cv). A base de 400V também segura o ritmo nos carregadores rápidos (250 kW). Para completar, o Polestar 3 estreia em um segmento onde a sua notoriedade ainda é quase zero. Admitamos: o cenário não é dos mais favoráveis. Para tentar virar o jogo, o SUV elétrico aposta em uma proposta mais fora do comum. Eis quatro pontos que ficaram claros após o nosso teste do sino-sueco.

Autonomia e recarga: um banho de água fria

Enquanto vários rivais premium já migraram para arquiteturas de 800V, o Polestar 3 segue, por ora, com a tradicional plataforma de 400V. Na prática, isso traz concessões inevitáveis - e a recarga é uma delas, menos chamativa do que a de alguns concorrentes. Mesmo com pico declarado de 230 kW em corrente contínua (DC), o SUV elétrico não empolga muito. E, no nosso teste, o fluxo de carga se mostrou ainda abaixo do prometido…

Em contrapartida, o carro revela um apetite considerável: o consumo teórico é de 23 kWh/100 km, o que resulta em uma autonomia calculada de 567 km no ciclo WLTP. No uso real, porém, percebemos um consumo bem maior e um alcance que deixou a desejar. É verdade que o Pack Performance e os pneus de inverno da nossa unidade Dual Motor influenciaram, mas, no fim, os números continuam pouco animadores.

Um visual de “protótipo” solto nas ruas

O desenho do Polestar 3 é caprichado e, oficialmente, ele é um SUV. Ainda assim, a silhueta muito baixa (1,61 m), apoiada em rodas gigantes de 22 polegadas, o afasta do padrão dos crossovers. E isso é positivo: o perfil fica mais alongado e evita aquele efeito “tijolo” comum em SUVs. Com capô comprido e traseira inclinada que integra um aerofólio discreto, ele até poderia passar por uma “compacta gigante”, na linha do que a Polestar fez com o Polestar 4.

Um segundo aerofólio sobre a parte frontal também chama a atenção. Mais comum em alguns esportivos, o componente contribui para a aerodinâmica do conjunto - e, diante do consumo observado, dá para entender a necessidade. Na base das portas dianteiras, há um adesivo exibindo o nome do modelo, a potência do conjunto e a capacidade da bateria. Aparece, respectivamente, “Polestar 3, 111 kWh, 380 kW”. “Parecia um protótipo”!

A bordo: qualidade Volvo, mas com menos ergonomia

Por dentro, o Polestar 3 é impecavelmente montado, embora passe uma sensação de menor inspiração. A configuração lembra bastante o que se vê na Volvo, com painel minimalista e um grande destaque para a central multimídia. Em formato vertical, a tela de 14,5 polegadas concentra quase todos os comandos do carro. O visual é moderno e futurista, mas ser inovador não significa, necessariamente, ser prático - e, infelizmente, isso pesa aqui.

A ergonomia é complicada; vamos voltar a esse tema com mais profundidade no nosso teste completo. Felizmente, o restante é muito bem executado, com materiais bem escolhidos tanto na parte superior quanto na inferior do acabamento. É algo que merece menção, já que muitos concorrentes economizam justamente nessas áreas. Até o couro Nappa “que respeita o bem-estar animal” tem bom padrão. Nesse ponto, está à altura.

Equipamentos: capricho para compensar

Uma das experiências possíveis é “estourar” os tímpanos com os 25 alto-falantes do sistema Bowers & Wilkins do Polestar 3. Se preferir, você pode se render aos bancos com aquecimento, massagem, ventilação e apoios laterais ajustáveis, pensados para relaxar mais. Há também condução semiautônoma, além de câmera 360° com visualização em 3D para facilitar o dia a dia. Mesmo não sendo perfeitos, os faróis matriciais ajudam a trazer mais tranquilidade à condução noturna.

Em conforto, todos os vidros são laminados e o sistema de som conta com cancelamento ativo de ruído. As suspensões a ar, por sua vez, oferecem diferentes calibrações para ajustar o amortecimento ao gosto do motorista. Existe até um modo off-road que mexe na altura do solo. Já os serviços conectados permitem acesso a cerca de uma dezena de aplicativos de terceiros. Boa notícia: a maior parte desses itens é de série.

Para conferir novamente o nosso teste do novo Polestar 3 elétrico, é só acessar aqui!

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