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BMW cobra ação rápida da UE sobre tarifas e encara pressão nos elétricos

Carro esportivo BMW prata estacionado em showroom com janelas e bandeiras ao fundo.

A BMW voltou a chamar a atenção para o efeito das tarifas comerciais sobre sua operação na Europa e reforçou que a União Europeia (UE) precisa agir com rapidez. De acordo com Oliver Zipse, CEO da montadora, “os EUA já implementaram a sua parte do acordo, retroativamente, a partir de 1 de agosto. A União Europeia ainda não o fez”.

Tarifas entre EUA e UE: BMW pede implementação imediata

Mesmo com um entendimento comercial em vigor entre Estados Unidos e UE - que prevê a redução de tarifas para determinados automóveis -, a aplicação do lado europeu ainda depende de aval formal dos legisladores. Esse trâmite, porém, só deve ser concluído no começo de 2026.

Até que isso aconteça, a fabricante alemã seguirá pagando tarifas elevadas para importar veículos produzidos no continente norte-americano.

“É imprescindível que a UE finalize e implemente prontamente as medidas acordadas”, afirmou Zipse, ao lembrar que a empresa participou recentemente de novas rodadas de negociações entre autoridades comerciais norte-americanas e europeias.

Além das cobranças no eixo transatlântico, a BMW também lida com tarifas de quase 31% sobre carros elétricos fabricados na China - entre eles, os novos MINI elétricos.

A demanda por elétricos da BMW está caindo?

As tarifas impostas pelos EUA e pela UE vêm pressionando a rentabilidade da montadora em um período em que a procura por veículos elétricos mostra sinais de desaceleração, apesar do investimento superior a 10 bilhões de euros na nova geração de elétricos “Neue Klasse”.

O iX3, primeiro modelo dessa família, está registrando uma demanda acima do esperado. Ainda assim, a marca enfrenta pressões relevantes em diferentes frentes. Há pouco tempo, anunciou a extensão das metas de redução de emissões, com maior uso de energia renovável nos processos de fabricação.

China e Europa: concorrência local e custos crescentes

Na China, onde a participação de mercado da BMW passa a ser mais ameaçada por fabricantes domésticos, o cenário é particularmente exigente. Já na Europa, os altos custos de energia e de mão de obra continuam levando a indústria automotiva a eliminar milhões de postos de trabalho.

BMW avalia elétricos com extensor de autonomia (EREV)

Para sustentar a competitividade, a BMW estuda lançar modelos elétricos com extensor de autonomia (EREV), solução que vem sendo amplamente adotada por marcas chinesas.

Como o nome sugere, esses sistemas incorporam um motor a gasolina cujo objetivo principal não é mover o carro - na maioria dos casos, ele não tem ligação mecânica com o eixo de tração. Em vez disso, o motor funciona exclusivamente para gerar energia e recarregar a bateria, ampliando a autonomia em condições reais de uso.

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