Do volante Sayer ao nome FUTURE-TYPE
Há poucos dias, mostramos aqui o Sayer, um volante com comandos de voz e inteligência artificial - e, como a Jaguar antecipou, talvez seja a única parte do carro que ainda precisaremos comprar em 2040. Parece esquisito? Um pouco. Ainda assim, entender a proposta ajuda a decifrar o que a marca está tentando construir.
A dúvida imediata era simples: em que tipo de veículo esse Sayer seria usado? Até então, a Jaguar só tinha divulgado um nome: FUTURE-TYPE. Não demorou para a fabricante britânica apresentar sua visão de um amanhã elétrico e autônomo para onde o automóvel está caminhando… ou melhor, deslizando.
Jaguar FUTURE-TYPE: um conceito elétrico e autônomo sob demanda
O mais futurista de sempre
O FUTURE-TYPE recém-revelado é, com grande probabilidade, o conceito mais futurista que a Jaguar já exibiu. Ele não apenas conversa com um futuro em que o carro passa a funcionar como um serviço sob demanda - permitindo acessar diferentes tipos de veículo conforme a necessidade -, como também testa um formato de veículo inédito dentro da própria marca.
Cabine, três lugares e um desenho fora do padrão Jaguar
O projeto se destaca por oferecer somente três assentos - dois na frente e um atrás -, organizados de um jeito que, no modo autônomo, transforma o interior em um ambiente social, favorecendo a conversa frente a frente. E, como dá para notar, o traço visual tem pouca ou nenhuma relação com os modelos que a Jaguar produz atualmente.
Ele é estreito, e as rodas parecem quase separadas da carroceria. Ainda assim, o ar futurista fica realmente marcado pela aparente fusão entre a carroceria e a área envidraçada - lembra do Mercedes-Benz F 015?
Direção opcional, volante Sayer e o vínculo emocional com a marca
Nesse futuro imaginado pela Jaguar, mesmo sendo autônomo, o FUTURE-TYPE ainda poderá ser dirigido quando quisermos. Esse é um dos motivos por trás do volante Sayer. Como observa Ian Callum, ainda existe espaço para dirigir - algo que passará a ser uma experiência premium e até de luxo.
Se esse cenário se concretizar, no qual podemos optar por não comprar um carro e, ainda assim, aproveitar suas vantagens, continuará sendo essencial manter um elo emocional com a marca para que ela siga relevante. Para Callum, as pessoas ainda vão querer viajar com estilo e conforto; por isso, pode até haver mais oportunidades de o público experimentar o que a Jaguar tem a oferecer, mesmo sem adquirir um veículo.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário