Mesmo com as vendas de carros elétricos dando sinais de esfriamento, muitas marcas seguem determinadas a transformar toda a linha em modelos movidos apenas por eletricidade. Ainda assim, há fabricantes que não veem a eletrificação total como o caminho - ou, pelo menos, como o único caminho. Para Toyota, Subaru e Mazda, a resposta precisa necessariamente passar pelo “velho” motor de combustão.
Mas essa aposta faz sentido? Esses construtores japoneses estão certos em não colocar todas as fichas nos elétricos? E o motor a combustão pode, de fato, ajudar a reduzir as emissões de carbono?
Essas perguntas estiveram no centro da discussão no episódio mais recente do Auto Rádio, podcast da Razão Automóvel com apoio do Piscapisca.pt, com Diogo Teixeira e Fernando Gomes na conversa. Deixe o seu comentário:
Um inimigo comum: o carbono
Tratando o carbono como o “inimigo”, as três marcas japonesas enxergam no motor de combustão interna a tecnologia com mais condições de atender à necessidade urgente de cortar emissões de carbono.
Para isso, elas se comprometem a criar uma nova geração de motores mais compactos e mais eficientes do que os atuais, capazes de trabalhar em conjunto com sistemas híbridos com baterias e também de operar com diferentes combustíveis alternativos - em especial combustíveis sintéticos (os chamados combustíveis sintéticos, ou e-combustíveis), biocombustíveis e hidrogênio líquido.
Mais “atores” em jogo
Além do trio japonês, outros “atores” da indústria também estão empenhados em “salvar” o motor de combustão: o Grupo Renault e a Geely, por meio da parceria HORSE Powertrain Limited, também projetam um futuro promissor para essa tecnologia.
A nova empresa (criada em maio passado) informou que pretende produzir cinco milhões de conjuntos motrizes por ano e estima que, em 2040, mais da metade dos veículos fabricados ainda utilizará motores de combustão interna.
Em meio a tanta incerteza, uma coisa parece cada vez mais evidente: o motor a combustão ainda tem algo a dizer. Até porque a indústria automotiva não se limita à Europa e à sua legislação. E, em outras regiões do mundo, a eletrificação em massa ainda parece estar bem longe de virar realidade.
Encontro marcado no Auto Rádio na próxima semana
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