A mudança entrou em vigor no começo deste mês e, a partir de agora, proprietários de veículos eletrificados precisam pagar um imposto de circulação - algo que pode servir de referência para países que buscam uma forma de tributar carros elétricos.
Com isso, todos os veículos 100% elétricos ou híbridos plug-in - com peso inferior a 3500 kg - passam a pagar uma “licença de utilização rodoviária”, conhecida como RUC (road user charges). Até 2026, os híbridos não plug-in e os eletrificados com mais de 3500 kg (veículos de trabalho) seguem isentos dessa cobrança.
Quanto custa?
O valor da taxa é calculado conforme a distância rodada por cada veículo: cerca de 76$NZD (43,07 €) a cada 1000 km para os 100% elétricos e 38$NZD (21,54 €) para os híbridos plug-in. A cobrança menor para os plug-in se explica porque esses modelos já pagam um imposto sobre o consumo de combustível.
Como funcionam as “unidades” e o registro
Cada 1000 km corresponde a uma unidade, e é possível comprar unidades adicionais no site da Agência de Transportes da Nova Zelândia. Para se registrar e adquirir as unidades, é preciso informar dados como a placa (matrícula) do veículo e a leitura do hodômetro. Depois disso, a licença deve ficar exposta no para-brisa.
Multas e prazos
Quem ainda não tiver a licença pode receber uma multa de 200$NZD (113,37 €), além de um valor retroativo desde 1 de abril e uma penalidade por atraso no pagamento. Segundo a Agência de Transportes, um terço dos 105 mil proprietários afetados ainda não fez o registro.
Uma solução em estudo nos EUA
De acordo com o governo da Nova Zelândia, os veículos 100% elétricos passarão a pagar essa licença (RUC) por causa da queda de arrecadação do imposto especial sobre o consumo de combustíveis. Vale lembrar que, desde 2009, todos os híbridos e os 100% elétricos estavam dispensados do pagamento de RUC.
Outros países também avaliam criar taxas de uso para elétricos, com base em uma cobrança vinculada aos quilômetros percorridos. Nos EUA, o estado da Califórnia deve iniciar um teste piloto com voluntários para coletar dados de distância rodada e preparar a implementação dessas taxas.
Tanto na Nova Zelândia quanto nos EUA, o objetivo central é o mesmo: manter o equilíbrio entre arrecadação e gastos com a conservação das vias.
Fonte: Drive
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