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Batimento de quilha do oitavo PPA na Fincantieri
A indústria naval da Itália atingiu um novo ponto de referência no principal programa de renovação de navios de superfície com a cerimónia de batimento de quilha do oitavo Patrulheiro Polivalente de Alto-Mar (PPA) destinado à Marinha Italiana. O evento foi realizado em 29 de maio, no estaleiro da Fincantieri, em Riva Trigoso, e formalizou o arranque da construção da unidade com a finalização do seu primeiro bloco estrutural.
O programa é acompanhado pela OCCAR (Organização Conjunta de Cooperação em Matéria de Armamento), entidade responsável por gerir relevantes iniciativas multinacionais de defesa na Europa. Apesar de integrar uma classe já em produção, este novo navio ganha destaque por uma alteração de grande peso na sua configuração operacional.
Da versão Leve Plus ao Sistema Completo de Combate (FCS)
De acordo com informações divulgadas pela OCCAR, o navio estava inicialmente previsto na versão “Leve Plus”, mas passou a enquadrar-se no padrão Sistema Completo de Combate (FCS) após a assinatura da Emenda Contratual nº 10, formalizada em abril de 2026. Com isso, o oitavo PPA torna-se a terceira unidade da classe Thaon di Revel a receber o nível máximo de capacidade de combate disponibilizado no âmbito do programa.
A mudança traduz uma evolução relevante do ponto de vista operacional. Enquanto as variantes “Leve” e “Leve Plus” foram pensadas sobretudo para tarefas de patrulha marítima, vigilância e segurança em cenários de baixa intensidade, a configuração “Completa” incorpora um conjunto de sistemas de combate plenamente integrados. Na prática, isso permite empregar a plataforma em operações de alta intensidade nos domínios antiaéreo, antinavio e antissubmarino.
Cronograma de lançamento e entrada em serviço
O calendário atualmente indicado prevê o lançamento ao mar em abril de 2028, com a incorporação na frota italiana em 2030. Quando entrar em operação, a unidade vai fortalecer a nova geração de navios de superfície da Marinha Italiana, criada para ampliar a capacidade de projeção e a presença naval do país tanto no Mediterrâneo quanto em áreas estratégicas mais distantes.
Um programa baseado em modularidade e flexibilidade dos PPAs Thaon di Revel
Os navios da classe Thaon di Revel foram concebidos a partir do conceito de “preparado para”, que permite expandir gradualmente as suas capacidades por meio da integração de novos sistemas conforme as exigências operacionais da Marinha Italiana. Esse modelo torna possível que uma mesma plataforma cumpra missões que incluem patrulhamento marítimo, busca e salvamento e apoio humanitário, além de operações de combate naval de elevada complexidade.
Com cerca de 143 metros de comprimento, velocidade máxima acima de 32 nós e capacidade para acomodar até 181 tripulantes, os PPAs reúnem atributos que os colocam numa faixa próxima à de destróieres leves em termos de deslocamento, autonomia e poder militar.
Exportações e reorganização da produção
A trajetória recente do programa também foi influenciada por compromissos externos de exportação. Em junho de 2025, a Marinha Italiana aprovou a construção de duas novas unidades da classe Thaon di Revel na configuração “Leve Plus” para substituir navios que antes seriam destinados à frota nacional e que mais tarde foram vendidos à Indonésia.
O acordo, estimado em 1,18 bilhão de euros, estabelece entregas entre 2029 e 2030 e incluiu a transferência dos antigos patrulheiros italianos Ruggiero di Lauria e Marcantonio Colonna. Como efeito desse movimento, a sequência de produção dos PPAs foi reajustada - um contexto que acabou por definir a numeração final da embarcação cuja construção acaba de ser iniciada pela Fincantieri.
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