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Comparativo direto e objetivo: Peugeot 208 Hybrid 136 vs e-208

Carro Peugeot 208 Hybrid 136 amarelo exibido em salão de automóveis com iluminação moderna.

Os trunfos do Peugeot 208 híbrido frente ao elétrico vão bem além de custar menos.

Nem sempre é óbvio colocar lado a lado um 208 100% elétrico e essa nova versão híbrida. Ainda assim, para quem quer desempenho e economia em um compacto, sem estourar o orçamento, a comparação acaba fazendo sentido - e revela uma alternativa bem interessante.


Eles também têm vários detalhes que os deixam praticamente “gêmeos”. Testei há alguns meses o e-208 na configuração elétrica mais potente (156 cv) e ele era, na prática, igual a este 208 Hybrid 136 (a versão híbrida mais forte): os dois são nível GT (o topo), usam as mesmas rodas de 17″ e até a cor Amarelo Águeda da carroceria é a mesma.

A forma mais fácil de separá-los, sem abrir o capô ou dirigir, é olhando para a traseira. Além dos emblemas diferentes, o 208 GT Hybrid 136 traz uma ponteira de escape dupla, entregando a presença do motor a combustão.

As diferenças realmente grandes entre esses dois Peugeot, portanto, ficam escondidas sob a carroceria.

No caso do Hybrid 136 - tecnicamente, um mild-hybrid de 48 V -, sob o capô está a nova geração do 1,2 l turbo a gasolina, três cilindros (com corrente de distribuição, e não correia), junto da nova transmissão automática de dupla embreagem e seis marchas, que integra um motor elétrico.

Como no 208 elétrico, também existe uma bateria para alimentar o motor elétrico, mas ela é “mínima”, a ponto de quase passar despercebida. Já o tanque de combustível, com 44 litros, é a principal fonte de energia.

Sim, e então?

Para não me estender ainda mais, existe outra diferença importante entre o e-208 testado e este 208 Hybrid, além das motorizações: o peso. São 1530 kg no elétrico e 1303 kg no híbrido - quase 230 kg a menos.

Ou seja, num “tira-teima” lado a lado, ambos chegam aos 100 km/h praticamente juntos, com só um décimo de diferença. E, curiosamente, não é o elétrico que vence. Eu também não esperava essa, confesso…

O menor peso compensa a potência e o torque inferiores e, levando em conta o tamanho/peso do 208, os 136 cv parecem mesmo na medida certa. Ainda assim, essa não é a maior vantagem desta versão.

Já se passou mais de um ano desde o primeiro contato com este novo sistema híbrido da Stellantis. A “cobaia” foi um Citroën C5 Aircross, maior e mais pesado que o 208, e mesmo assim os resultados já tinham sido bem positivos.

Agora que essa motorização já aparece em vários modelos e marcas do grupo, os ganhos ficam ainda mais claros em carros compactos como o Peugeot 208.

Em piso plano e sem grandes exigências no acelerador, o motor a combustão permanece desligado por mais tempo do que eu imaginava. E, sempre que olhamos para o indicador de carga da bateria, ele nunca parece “no sufoco”, o que mostra uma gestão eficiente do sistema.

Em uso urbano, o consumo consegue ser bem contido, ficando entre cinco e seis litros. Com alguns quilômetros de rodovia no meio, a média tende a subir, já que há menos regeneração de energia e o motor a combustão passa mais tempo ligado.

Ainda assim, ao fim do teste registrei 6,4 l/100 km, o que me parece bastante honesto considerando a condução divertida - e nem sempre focada em economizar - que o Peugeot 208 Hybrid me entregou.

Além disso, este teste começou com o computador de bordo indicando 760 km de autonomia, um número bem agradável - bem acima dos 400 km oficiais do e-208 e, com certeza, muito mais rápido de “repor” quando chega a hora de abastecer.

Imagem sofisticada

No interior, não há mesmo diferenças para apontar. Tudo continua exatamente no mesmo lugar e, neste nível GT, até a lista de equipamentos é praticamente igual. Nem o painel de instrumentos tridimensional, bem característico, fica de fora.

Nos bancos dianteiros, a posição de dirigir segue influenciada pela ergonomia diferente do I-Cockpit. Continua lá o volante compacto, achatado em cima e em baixo, que precisa ficar sempre abaixo do ideal para que se consiga enxergar corretamente o painel.

Em termos de espaço, os assentos dianteiros não trazem grandes dificuldades. Já para quem vai atrás, a coisa complica um pouco, especialmente no espaço para as pernas.

Mesmo sendo a versão topo, alguns materiais poderiam ser melhores, e isso também vale para o funcionamento do sistema de infoentretenimento. Aqui, a adição de widgets trouxe ganhos relevantes, mas antes de sair com o 208 foi preciso gastar alguns minutos configurando tudo da melhor forma - para não ter de mexer com o carro em movimento.

Híbrido acessível?

No assunto preço, o híbrido também leva vantagem sobre o 100% elétrico. O 208 Hybrid 136 está disponível em dois níveis de equipamento, Allure e GT.

No caso do GT, o mais alto, o preço base do 208 Hybrid 136 é de 29 115 euros - e cai para 27 915 euros no Hybrid 100. Já o Elétrico 156 parte de 40 310 euros - valor desde para 39 310 euros no caso Eletrico 136.

Naturalmente, a opção híbrida fica com um preço bem mais competitivo do que a elétrica, mesmo já encostando na barreira dos 30 mil euros.

A unidade ensaiada, porém, somava alguns opcionais: o Pack Drive Assist Plus (500 euros), o Pack Vision & Navegação (600 euros) e ainda o teto panorâmico (1000 euros). Isso empurra o total para lá dessa marca: 31 215 euros.

Dito isso, a Peugeot está com uma campanha em andamento que permite trazer o preço de volta para abaixo dos 30 mil euros. No caso da unidade testada, com todos os opcionais, o valor com campanha fica em 29 015 euros.

Veredito

Especificações técnicas

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