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Carros de verão ideais para ir à praia: sugestões clássicas

Carro conversível azul claro estacionado em ambiente interno com vista para praia e prancha de surf.

Óculos escuros, shorts de banho, toalha no ombro e chinelo nos pés: confere! Agora só falta decidir qual é o carro de verão ideal para seguir rumo à praia. Veja algumas ideias.

Clássicos com origem militar que acabaram no litoral

Mini Moke

O Austin Mini Moke foi criado por Alec Issigonis pensando em uso militar, mas a altura muito baixa e as rodas pequenas impediram que ele se tornasse o verdadeiro fora de estrada que se imaginava. No lugar disso, essa peça dos primeiros anos 60 acabou encaixando perfeitamente como veículo militar de “dia a dia” e ganhou boa aceitação no Reino Unido, na Austrália e também por aqui. Entre 1964 e 1968, foram produzidos 14 500 Mini Moke em Inglaterra, 10 000 em Portugal e 26 000 na Austrália.

Volkswagen 181

No auge, o Volkswagen 181 chamava atenção por ser leve (995 kg), pequeno (3,78 m de comprimento e 1,64 m de largura) e por trazer um sistema de tração integral - combinação que ajudava a chegar a praticamente qualquer lugar e o transformou em um dos veículos militares mais procurados, alcançando a marca de 90 883 unidades produzidas. Ele nasceu como Volkswagen Type 181, mas foi recebendo outros nomes ao redor do mundo: na Alemanha, Kurierwagen (o mensageiro, na tradução literal); no Reino Unido, Trekker; nos EUA, “The Thing”; e, no México, Volkswagen Safari.

Carros leves e descomplicados com cara de praia

Renault Rodeo

Fabricado de 1970 a 1987, o Renault Rodeo aproveitou a base do clássico Renault 4 para dar origem a um carro que imediatamente remete ao clima de praia. Com peso pluma (645 kg) e uma boa altura do solo, o francês encarava trilhas mais íngremes com mais facilidade. A boa recepção do modelo abriu espaço para o Renault Rodeo R5, uma alternativa mais compacta e esperta no uso.

SEAT Samba / FIAT Scout

Conhecido como SEAT Samba - ou, na Itália, como Fiat Scout (feito sobre a plataforma do Fiat 127) -, ele se destacava pelas linhas mais minimalistas do que as de outros carros do período. Estabilidade, agilidade e a possibilidade de remover a capota foram os pontos que fizeram esse modelo cair nas graças de surfistas, facilitando levar pranchas nas idas à praia.

Matra-Simca Rancho

Esse carro nasceu da união entre Matra e Simca, que trabalharam juntas para lançar algo no estilo dos Range Rover, porém com um preço bem mais acessível. Usando a plataforma do Simca 1100, virou sucesso (mais de 57 mil unidades vendidas) graças ao bom espaço interno e à capota rígida removível feita em poliéster e fibra de vidro. Os contras: apenas duas portas e o motor 1.4 de 80 cv, que limitava o que ele conseguia entregar.

Simca 1200 Campero

Construído com uma estrutura de poliéster e fibra de vidro - a mesma aplicada no Simca 1200 -, este fora de estrada com clima de maresia levava oito adultos na cabine e chegava à respeitável velocidade de 145 km/h.

Trabant Tramp

Um dos carros mais em conta do seu tempo: saía por apenas 500 mil pesetas - o que dá 3005 euros na moeda atual. Derivado do Trabant 601, ele ficou conhecido tanto pelo preço de “pechincha” quanto pela versatilidade. O Trabant Tramp servia para um trajeto tranquilo até a praia, mas também tinha condições de virar um veículo militar (e, em certos momentos, virou…). Foi um grande acerto no mercado europeu, com destaque especial para a Grécia. Evite piadas com o nome… nós fizemos o mesmo.

Citroën Méhari e a releitura elétrica E-Mehari

Citroën Mehari

Montado sobre um chassi tubular e pesando pouco mais de 500 kg, esse simpático francês garantiu seu lugar na história da marca muito por causa da simplicidade. O visual minimalista e aventureiro - com carroceria de plástico ABS e capota de lona - teve assinatura do francês Roland de la Poype, engenheiro e ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. E o vínculo com as forças armadas não para aí: ao longo de 20 anos de produção, a Citroën vendeu mais de 7000 unidades do Méhari ao exército francês.

O nome Méhari vem de um tipo de dromedário do Norte da África, bastante usado como meio de transporte pelo exército francês em antigas colônias durante os séculos XIX e XX.

Citroën E-Mehari

A lista não poderia terminar sem o E-Mehari, que funciona como um aceno ao Méhari original - um ícone da Citroën lançado em 1968 - e, assim, mantém viva a ligação com o passado da marca.

Por fora, este conversível de quatro lugares se destaca pelos tons fortes e pelo desenho marcante. Como no original, o E-Mehari foi feito com um material plástico anticorrosivo e resistente a pequenos toques. E, graças ao chassi mais alto, ele se adapta a diferentes tipos de terreno.

Apesar do ar nostálgico na estética, a proposta de motorização aponta para a frente: nesta fase, a Citroën deixou os motores a combustão de lado e adotou um conjunto 100% elétrico de 67 cv, alimentado por baterias LMP (polímero de lítio metálico) de 30 kWh.

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