A Free Now divulgou nesta quarta-feira o relatório “Mobility as a Service 2022” em um evento totalmente digital apresentado por Bruno Borges, diretor-geral da empresa em Portugal. Na ocasião, ele compartilhou os resultados do último ano e projetou as principais tendências do setor para 2022.
Mesmo com a pandemia, 2021 terminou como um período de avanço para a plataforma, que segue sendo a única em Portugal a reunir, no mesmo app, serviços de Táxi e TVDE.
Crescimento da Free Now em 2021 e tendências para 2022
No acumulado, o total de viagens aumentou mais de 33% na Europa e chegou a 39% em Portugal. Ao considerar exclusivamente Táxi e TVDE, a evolução foi de 40%.
Micromobilidade e car sharing no app da Free Now
Já no uso de opções como eScooters, eMoped, eBike e car sharing, o volume cresceu 18 vezes em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em Portugal, especificamente, houve uma alta de 30% nas viagens de eMoped no último trimestre de 2021.
Questionado sobre a oferta de serviços da Free Now no país, Bruno Borges confirmou que patinetes e bicicletas também vão integrar as opções da empresa em Portugal.
Ele afirmou ainda que, no futuro, é esperado que o serviço de car sharing também venha a ser disponibilizado.
Aposta na eletrificação
A meta da Free Now é que, em 2030, todas as viagens realizadas na Europa sejam livres de emissões. Até lá, a mudança deve ocorrer de forma gradual, embora Portugal apareça bem posicionado quando o tema é a transição energética.
Em 2021, por exemplo, Lisboa foi a cidade com mais viagens feitas por veículos elétricos em toda a operação europeia da Free Now. Entre 2020 e 2021, os serviços realizados com elétricos aumentaram 69% em Portugal.
No mercado português, 15% da frota total já é 100% elétrica - índice que sobe para 19% quando se olha apenas para a cidade do Porto. Em Lisboa, somente 13% dos veículos são elétricos, e em Faro a fatia é de 9%.
Em nível europeu, a direção também é de alta: a quantidade de carros elétricos na frota europeia da Free Now cresceu 200%, enquanto o número de viagens com esse tipo de veículo avançou 79%.
Empresa solidária com motoristas
Os últimos dias foram marcados por protestos de motoristas e parceiros das plataformas digitais de TVDE, que pedem mais fiscalização e a adoção de uma taxa fixa nos serviços.
Bruno Borges já comentou o tema e ressaltou que o suporte aos motoristas segue em pauta: “Somos solidários para com as suas reivindicações por melhores condições e, mais do que isso, até desenvolvemos uma série de iniciativas com o intuito de elevar o patamar global do setor a esse nível: aumentámos a tarifa mínima por viagem, de 2,50 € para 3,00 €, e eliminámos as tarifas low cost, ao contrário dos nossos concorrentes”, explicou.
“Além disso, é importante relembrar que somos a plataforma que cobra a menor comissão (20%) a estes profissionais, 18,5% no caso de veículos elétricos, e pagamos compensações para recolhas a distâncias superiores a seis quilômetros. Outro dado relevante para esta equação é que somos a única plataforma a operar no mercado nacional que paga todos os impostos em Portugal”, acrescentou o diretor-geral da Free Now no país.
“Estas iniciativas representam um esforço enorme para nós, já que, para não abdicamos de sermos competitivos, não fazemos refletir estas medidas no preço final dos nossos utilizadores, permitindo-nos manter este rumo de crescimento”, disse.
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