A aparição de um Ferrari 250 GTO em leilão está longe de ser comum - afinal, foram produzidas apenas 39 unidades. A última ocasião em que isso aconteceu foi em 2018, quando um exemplar rendeu cerca de 42,8 milhões de euros(!).
Em 2026, a história se repete com o chassi #3765, que tem tudo para mudar de mãos por um valor ainda mais alto. O motivo é decisivo: trata-se do único GTO da primeira série que pertenceu à Scuderia Ferrari.
Histórico do Ferrari 330 LM / 250 GTO #3765
Construído em 1962, este carro também é conhecido como 330 LM ou 330 GTO. A explicação está no motor: em vez do V12 de 3,0 L (250 cm³ por cilindro) típico dos outros GTO, este leva um V12 de 4,0 L (330 cm³ por cilindro). Ao todo, somente três exemplares foram feitos com esse V12 maior.
No mesmo ano de 1962, ele alinhou nas 24 Horas de Le Mans com Mike Parks e Lorenzo Bandini na pilotagem. Ainda em 1962, disputou os 1000 km de Nürburgring e garantiu o segundo lugar na prova.
Depois de mais alguns anos no ambiente das competições, o GTO de chassi #3765 deixou as pistas e passou para uma fase bem mais tranquila: a das coleções particulares.
Prêmios e estado de conservação
Nesse período, o carro chegou a pertencer a um dos presidentes do Ferrari Club of America e, ao longo dos últimos 38 anos, recebeu um cuidado meticuloso.
O resultado é que, à primeira vista, o Ferrari 330 LM / 250 GTO #3765 está muito longe de parecer um automóvel com mais de 60 anos. Somado a um histórico totalmente documentado, ele ainda acumulou prêmios em eventos.
Entre as conquistas, estão o FCA Platinum Award e o título de carro mais belo do Cavallino Classic. Em 2011, em Pebble Beach, ficou na segunda colocação entre os 23 Ferrari GTO presentes. Logo depois, foi o “Best of Show” em Amelia Island.
Com esse conjunto, fica a pergunta: quanto pode valer o único Ferrari 250 GTO de primeira série - o único que correu oficialmente pela Scuderia Ferrari - e que hoje se apresenta em um estado de conservação invejável?
O leilão, organizado pela RM Sotheby’s, está marcado para 13 de novembro, em Nova Iorque, durante as vendas de Arte Moderna e Contemporânea da Sotheby’s.
Recordistas dos leilões
Para qualquer colecionador, esta é claramente uma chance rara, e o preço final tem tudo para quebrar recordes. Em leilões anteriores - ou mesmo em negociações privadas - os Ferrari 250 GTO sempre foram sinônimo de muitos «milhões».
Em 2012, por exemplo, a unidade construída para Sir Stirling Moss, de chassi #3505GT e com a carroceria pintada em verde-claro, foi vendida por 35 milhões de euros. Pouco depois, o #5111GT mudou de dono por 38,26 milhões de euros.
Como já mencionado, em 2018 o chassi #3413 foi arrematado por quase 42,8 milhões de euros. Ainda naquele ano, porém, um 250 GTO (#4153GT) teria sido negociado (em particular) por cerca de 60 milhões de euros.
A RM Sotheby’s estima que o chassi #3765 alcance um valor acima de 55 milhões de euros. Aqui na redação, no entanto, não apostaríamos contra a possibilidade de ele superar essa projeção.
Mesmo com cifras astronômicas, o Ferrari 250 GTO perdeu em 2022 o posto de carro mais caro vendido em leilão. O responsável? O Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé de 1955, que foi vendido por… 135 milhões de euros(!):
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