O Alpine A110 completa 60 anos em 2022 e, para comemorar a data, a Alpine apresentou o A110 E-ternité, um protótipo derivado do A110 que serve como prévia do caminho elétrico não só do esportivo, mas também da marca francesa.
Por trás do projeto estava um desafio aparentemente “simples”: entender se daria para eletrificar o A110 sem abrir mão do desempenho, do equilíbrio e da agilidade pelos quais ele é conhecido.
A marca também usou a oportunidade para testar e introduzir novas soluções - de um sistema multimídia inédito ao uso de materiais mais sustentáveis - e ainda adicionou um teto panorâmico retrátil, que quase transforma o modelo em um conversível.
Um protótipo para antecipar o futuro elétrico do Alpine A110
A eletrificação do A110
Para converter o A110 e criar o A110 E-ternité, a Alpine recorreu a componentes já disponíveis dentro do Grupo Renault.
Bateria de 60 kWh e autonomia de 420 km
Os módulos de bateria são os mesmos do Mégane E-Tech 100% elétrico. No total, somam 60 kWh de capacidade e entregam 420 km de autonomia.
Para garantir uma distribuição de peso mais adequada e acomodar os 12 módulos - com quatro na dianteira e oito na traseira -, a Alpine desenvolveu caixas de bateria específicas para o A110 e também ajustou a arquitetura interna do cupê compacto.
Como era esperado, a inclusão desses 12 módulos deixou o Alpine A110 elétrico bem mais pesado do que o A110 com motor a combustão.
Na balança, o A110 E-ternité registra 1358 kg, ou seja, 258 kg a mais do que o A110 a combustão. Mesmo com essa diferença, quando comparado a outros elétricos do mercado - inclusive modelos compactos -, este A110 a bateria figura entre os elétricos mais leves à venda.
Motor de 178 kW, 0-100 km/h em 4,5s e câmbio DCT dedicado
O A110 elétrico utiliza um único motor de 178 kW (242 cv) e 300 Nm - 10 cv e 20 Nm a menos do que o A110 a combustão. Ainda assim, mesmo com o peso extra do conjunto de baterias, ele iguala os 4,5s na aceleração de 0-100 km/h do A110 a gasolina e alcança 250 km/h de velocidade máxima.
Para chegar ao melhor equilíbrio entre o 0 a 100 km/h, a velocidade final e a autonomia, a Alpine criou uma transmissão específica.
O resultado é um câmbio de dupla embreagem (DCT) com controle eletrônico, como na versão a combustão, porém com embreagens dimensionadas para lidar com torques elevados.
Não vai ser produzido
O Alpine A110 E-ternité é um protótipo - e assim deve continuar -, sem planos de produção. Ele funciona como um verdadeiro laboratório sobre rodas, e certamente vai render aprendizados para o sucessor 100% elétrico do A110, previsto para chegar até 2026 e que deverá ser desenvolvido (informação que ainda depende de confirmação oficial) em parceria com a Lotus.
A estreia mundial do Alpine A110 E-ternité está programada para o Grande Prêmio da França de Fórmula 1, que acontece já neste fim de semana, de 23 a 24 de julho. Até lá, confira um A110S “solto” no Estoril:
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