Koji Sato, recém-nomeado diretor executivo da Toyota, usou o seu primeiro discurso no cargo para deixar um recado claro: a montadora vai apostar (muito) mais nos elétricos.
Toyota acelera a eletrificação após a nomeação de Koji Sato
Essa virada acontece num momento em que o grupo japonês vem sendo cobrado por estar atrás da concorrência no processo de eletrificação - críticas que partiram tanto de ambientalistas quanto dos próprios investidores.
Vale lembrar que o primeiro modelo 100% elétrico da Toyota, o bZ4X, só chegou ao mercado em 2022, quase dois anos depois do lançamento dos primeiros Volkswagen da família ID.
Com um novo CEO, a marca japonesa quer recuperar o «tempo perdido».
Sobre a mudança, Sato declarou: “para criar modelos elétricos atrativos temos de adotar uma estratégia em que estes têm prioridade e mudar drasticamente a forma como trabalhamos, desde a produção até às vendas e pós-venda”.
Neutralidade carbônica sem abrir mão de outras soluções
Ainda assim, o novo direcionamento da Toyota não significa abandonar alternativas rumo à neutralidade carbónica. No plano seguem os híbridos e híbridos plug-in, a pilha de combustível (fuel cell) e os motores de combustão a hidrogénio - com Sato ecoando a ideia de Akio Toyoda: “não há uma solução que sirva todos os mercados”.
A partir desse princípio, a montadora japonesa pretende manter o desenvolvimento de veículos pensados especificamente para as regiões onde serão vendidos.
Lexus como «ponta de lança»
No centro da nova estratégia de eletrificação está a Lexus, marca da qual Koji Sato ainda é o diretor executivo (até 31 de março) e que, segundo ele, vai “liderar a transformação”.
As metas já estavam definidas desde o fim de 2021: vender um milhão de modelos elétricos em 2030 e, depois, tornar-se uma marca 100% elétrica em 2035. Agora, caberá à Lexus estrear uma nova plataforma dedicada a elétricos em 2026.
Uma estratégia, três «pilares»
Todas essas mudanças na Toyota fazem parte de um plano sustentado por três «pilares»: acelerar a eletrificação; foco em alcançar a neutralidade carbónica na Ásia; e reforçar a aposta no software.
Os dois primeiros pontos acabam caminhando juntos. Já o terceiro está ligado à Woven Planet, a divisão de software da Toyota.
Woven Planet, sistema operacional Arene e condução autônoma
Entre os diversos projetos da área está o sistema operacional “Arene”, que a marca japonesa pretende lançar nos próximos anos, além de tecnologias associadas à condução autónoma.
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