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Hyundai IONIQ 5 N registra 7min45,59s no Nürburgring-Nordschleife

Carro Hyundai Ioniq 5 N cinza com detalhes azuis e vermelhos em exposição interna moderna.

Não vamos enrolar: 7min45,59s foi o tempo registrado pelo Hyundai IONIQ 5 N no Nürburgring-Nordschleife.

É uma marca bem forte, ficando a pouco mais de 2,5s de um BMW M2 CS (F87, tempo obtido em 2020) e também do elétrico Porsche Taycan Turbo (2019). Já o Honda Civic Type R, que está um degrau à frente, consegue ser ainda mais rápido.

Pelo nível de potência - 608 cv que podem subir, por 10s de cada vez, aos 650 cv - dava para imaginar um resultado melhor. Por outro lado, por ser elétrico, ele também carrega um peso enorme: 2275 kg, muito próximo do que se vê em um Toyota Land Cruiser.

Dava para baixar esse tempo? É bem provável. Basta lembrar que a volta foi feita com os pneus de fábrica Pirelli P Zero Corsa, menos agressivos do que os semi-slick P Zero Trofeo R. Além disso, a Hyundai já apresentou uma lista de acessórios voltados a extrair ainda mais desempenho.

Nos bastidores

O resultado foi obtido pelos alemães da Sport Auto, com o piloto Christian Gebhardt ao volante. Como ocorre em todos os testes da publicação alemã, o cronômetro valeu para a distância «antiga» de 20,6 km, e não para os 20,832 km que hoje são considerados oficiais.

Vale destacar que o Hyundai IONIQ 5 N foi o primeiro 100% elétrico a encarar as exigências do “Supertest” da Sport Auto. A revista já havia tentado, no passado, realizar o mesmo com elétricos de alta performance - em especial com o Porsche Taycan e com o «irmão» Audi RS e-tron GT -, mas nenhuma das marcas chegou a disponibilizar carros para isso.

A Hyundai N - divisão de alta performance da fabricante sul-coreana - não fugiu do desafio e nem aguardou o início das vendas do modelo. A marca entregou à Sport Auto dois protótipos de pré-produção do IONIQ 5 N, ciente de que seriam levados ao limite no Nürburgring.

A publicação alemã descreveu essa postura da Hyundai N como um ato de coragem, por «jogar» sua criação mais recente direto na “cova dos leões” a combustão.

Quantas voltas aguenta?

O Nürburgring é um traçado duro para qualquer carro - e ainda mais para um elétrico. São mais de 20 km com todo tipo de curvas e mudanças de altitude, incluindo longos trechos de pé embaixo, além de um asfalto que está longe de ser (como se esperaria) liso como uma mesa de bilhar.

Nos elétricos, o grande ponto é evitar que as baterias «derretam» sob esforço, algo que derruba seriamente o desempenho - e isso pesa muito mais do que o nível de carga disponível.

Controlar o superaquecimento das baterias foi, inclusive, um dos pilares no desenvolvimento do IONIQ 5 N. E, como a Hyundai N tem um centro de testes «colado» ao circuito alemão, foi possível trabalhar esse tema de forma exaustiva.

E qual foi o desfecho? Segundo a Hyundai N, o IONIQ 5 N consegue completar uma volta inteira no Nürburgring no modo Sprint (ritmo de «qualificação») sem perda de desempenho, além de fazer duas voltas completas no modo Endurance.

A Sport Auto resolveu colocar a promessa à prova - e o IONIQ 5 N… entregou. Ainda assim, para viabilizar as duas voltas em Endurance, Christian Gebhardt precisou adaptar a tocada, principalmente nas frenagens, para recuperar mais energia.

Mesmo desse jeito, na segunda volta, o IONIQ 5 N apresentou queda de desempenho no último terço do circuito, quando a bateria passou a operar com temperaturas acima dos 50º C. Nesse modo, os tempos de volta ficaram sempre acima de oito minutos.

IONIQ 5 N continua a impressionar

O Hyundai IONIQ 5 N já vinha chamando atenção desde que surgiram as primeiras especificações e ficou claro o quanto a Hyundai N mexeu no crossover elétrico para buscar o máximo de performance.

E a boa impressão seguiu depois do primeiro contato dinâmico em estrada, ainda que breve, que o Guilherme Costa teve em Los Angeles (EUA), durante os World Car Awards:

Agora, com esse tempo no Nürburgring-Nordschleife, o IONIQ 5 N volta a mostrar serviço. Mesmo deixando claro que os 100% elétricos ainda têm obstáculos a superar - peso elevado e gestão térmica das baterias - antes de entrarem de vez no território dos esportivos a combustão, tudo indica que vamos poder contar com a Hyundai N para chegar lá.

Fonte: Sport Auto


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