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Audi A6 Avant 313 bhp bi-turbo diesel: 0-62mph em 5.3 segundos que surpreende

Carro Audi azul metálico modelo perua em movimento em estrada asfaltada com pedras ao fundo.

O Audi A6 Avant a diesel bi-turbo de 313 bhp chega a 62 mph (100 km/h) em 5.3 segundos. No meio de tantas estatísticas de supercarros que aparecem no nosso comparativo de Stelvio da edição 221, esse número talvez seja o mais discretamente absurdo de todos. Cinco vírgula três. Num perua grandalhona, com motor diesel de cilindrada relativamente contida. E sem qualquer emblema “RS” - nem sequer “S” - à vista. Sim: ficámos oficialmente sem acreditar.

Desempenho do A6 Avant 3.0 V6 bi-turbo

No uso real, em estrada aberta, o A6 parece ainda mais rápido do que esses 5.3 segundos sugerem. O V6 3.0 usa dois turbos em sequência, o que entrega força de forma contínua, sem “degraus” na aceleração. Com 479 lb ft de torque espalhados generosamente por toda a faixa de rotações (mais do que um Ferrari 599 GTO, diga-se), ultrapassar filas de trânsito lento vira algo quase trivial - com um aceno displicente e uma risada de vilão de filme. Tremam diante do meu torque, subordinados!

Pelos números, esse V6 deixa para trás até o topo da linha diesel da BMW, o 535d: são mais 14 bhp e 37 lb ft, apesar de economia e emissões praticamente equivalentes. Quando se exige mais, ele não sobe de giro com a mesma “soltura” do seis-em-linha da BMW, mas os engenheiros da Audi atribuem isso ao escalonamento longo do câmbio: o A6 “superdiesel” usa uma transmissão Tiptronic de oito marchas ajustada para poupar combustível. Só colocando os dois alemães frente a frente para ter certeza.

Carroceria Avant: estilo, porta-malas e comparação com rivais

Ainda bem que a carroceria à volta desse motor monstruoso está à altura do conjunto. Em Audis grandes, a lógica quase sempre favorece a versão perua - e aqui não é diferente. Mesmo assim, a traseira inclinada do A6 Avant (com um quê de Ibiza Sport Tourer) cobra um preço quando o assunto é carregar objetos grandes e bem “quadrados” - pense em geladeiras ou caixões de rinoceronte -, mas em troca dá à perua uma aparência mais marcante do que a do sedã A6, aquele tipo de carro com visual tão neutro que dá amnésia.

Apesar do perfil mais “sportback”, o volume do porta-malas do Avant é praticamente o mesmo do BMW Série 5 Touring; com 565 litros com os bancos traseiros em pé, ele fica 130 litros atrás do abismo de espaço do E-Class Estate. Por outro lado, o Audi pesa 200 kg a menos do que um Classe E equivalente - ou seja, o que se perde na “conta” do porta-malas, se recupera na balança.

Condução, opções de motor e recursos práticos

Quem gosta do próprio direito de dirigir vai gostar de saber que o Avant também existe com motores mais sensatos, incluindo um diesel 2.0 de entrada com 175 bhp. Com qualquer motor, o A6 é competente ao volante. É verdade que ele não filtra asfalto cheio de imperfeições com a mesma serenidade do Classe E, mas ainda assim é um salto enorme face aos Audis antigos, com uma resposta secundária bem mais macia.

Com tração integral, a aderência é enorme; já a direção - para quem curte esse tipo de detalhe quase fetichista - tem um peso agradável, embora não seja das mais comunicativas.

Dá até para encomendar o Avant com o “Sistema de Abertura do Porta-malas sem as Mãos”, que promete destravar a tampa apenas com um chute na direção do para-choque traseiro. Pelo menos, na teoria. O sistema pareceu pouco impressionado com as melhores tentativas de sapateado da TopGear, obrigando-nos a nos mexer feito doidos por uns bons 10 segundos antes de finalmente abrir. Ao que tudo indica, estávamos a fazer o gesto devagar demais. Vamos deixar a arte do porta-malas veloz com a Audi.

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